domingo, 20 de setembro de 2026

El Calafate - Conhecendo as geleiras da América do Sul

 No carnaval de 2025 resolvemos viver essa aventura "diferente". Fomos à incrível Ushuaia e em seguida, fomos conhecer um dos únicos lugares que ainda possui geleiras em expansão no mundo: El Calafate, na Argentina. Só que isso não é bem verdade. Quem tiver curiosidade de acompanhar a primeira parte da nossa viagem, é só clicar no link de Ushuaia, que tem tudo bem detalhado. 


Localização de El Calafate

El Calafate fica localizada na província de Santa Cruz, na Patagônia Argentina, às margens do maior lago da Argentina, o Lago Argentino.  Era uma cidade bem pacata, restrita a uma estação de correios e um posto militar, mas que cresceu graças ao turismo, pois é a porta de entrada do Parque Nacional Los Glaciares. No iníco era habitada apenas pelos povos originários indígenas Tehuelches, e no século XIX foi "colonizada" pelos europeus, com a expansão da Conquista do Deserto (que o Governo Argentino usou para expandir o terreno nacional).  

O nome El Calafate vem de um arbusto muito comum na Patagônia. Ao chegar, os europeus descobriram que os nativos usavam a seiva do Calafate para impermeabilizar couros e roupas e posteriormente, descobriram que servia também para impermeabilizar a madeira das embarcações. 

Calafate


E como se chega em El Calafate 
A principal porta de entrada é através do Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE). Nosso voo foi pela Aerolineas Argentinas , direto de Ushuaia. E atualmente tem voo direto do Brasil. 
Também é possível ir de carro a partir de Buenos Aires num trajeto de aproximadamente 2.650Km pela RN 03. Indo de carro a partir de Ushuaia, são cerca de 900Km, mas esse percurso leva cerca de 11h e envolve trechos de travessia de balsa. 

Qual a moeda e documentos necessários para entrar?
Como El Calafate fica na Argentina, a moeda local é o Peso Argentino (ARS), e é uma cidade bem cara. Uma refeição com saduíche pode custar R$200,00 por pessoa. Nós não levamos moeda local. Usamos wise e nomad e fizemos saques nos bancos locais quando necessário. Os brasileiros não necessitam de passaporte ou de visto, podendo ingressar no país e ficar até 90 dias apenas com o RG com até 10 anos de emissão e em bom estado de conservação (não vale CNH ou carteira de conselhos). Para alugar carros e conduzir por lá é necessário levar a CNH física válida. As versões digitais não são aceitas.

As tomadas argentinas são diferentes das brasileiras. Elas têm 3 pinos chatos, sendo dois deles tortos. Leve um adaptador universal para não ter problemas. A voltagem das tomadas é de 220v com frequência de 50Hz.


Em relação às roupas para essa viagem, mesmo sabendo que estávamos em pleno verão, levamos roupas bem quentinhas. Venta muito na cidade e faz frio. Pegamos temperaturas entre 0 e 10ºC.

Onde se hospedar em El Calafate?
El Calafate é uma cidade maior que Ushuaia, com aproximadamente 21.000 habitantes. Parece mais desenvolvida. Tem uma rede hoteleira maior, que inclui resorts de luxo e pousadas. Tem mais opções de restaurantes e também explora o artesanato local. 
Nós ficamos no Hotel Del Glaciar Libertador, que era próximo ao centro, e na avenida principal, mas não tão próximos como estávamos em Ushuaia. O hotel era bem rústico e a sala do café da manhã era bem pequena e concorrida. O isolamento acústico não era dos melhores tinha um grupo de pessoas do norte europeu, que fazia um barulho incrível ao entrar e sair do hotel. Mas a cama era bem confortável. 
A dica é: hospede-se a no máximo 5-10 minutos da Avenida Del Libertador, talvez a gente não tenha ficado no melhor lugar.  

Hotel Del Glaciar Libertador


A avenida principal de El Calafate é a Avenida Del Libertador. A partir dela, se chega em todos os lugares, mas nem tudo é tão pertinho, ainda mais com chuva, vento e frio. Um carro nos fez falta. 



 Esse é o mapa do centro de El Calafate. O círculo vermelho é o nosso hotel. O tracejado vermelho é a Avenida Del Libertador (avenida principal). Circulado de azul é o centro de interpretação e história da cidade, ao lado do Lago Argentino. A seta vermelha indica o sentido do Parque Nacional Los Glaciares, que fica a 80Km do centro de El Calafate.




Dia 1 - El Calafate

Nosso voo saiu de Ushuaia àss 11h20 da manhã e chegamos em El Calafate à 12h40. O transfer contratado nos pegou no aeroporto e nos deixou no hotel. Após o check in, largamos as malas e saímos pra comer alguma coisa e conhecer o centro da cidade. A gente achava que tudo era pertinho, como em Ushuaia, mas estávamos bem enganados! O nosso hotel estava na avenida principal, mas precisava caminhar pelo menos uns 15 minutos para chegar ao centro.


Aeroporto de Ushuaia

Aeroporto de Ushuaia


Aeroporto de Ushuaia

Aeroporto de Ushuaia


Aeroporto de Ushuaia


Achamos um lugarzinho bem aconchegante para almoçar e bem pertinho do hotel: o Buenos Cruces. Era um restaurante italiano delicioso com uma oficina de fabricação e venda de massas. 

Restaurante Buenos Cruces - El Calafate


Restaurante Buenos Cruces - El Calafate


Restaurante Bueno Cruces - El Calafate

Restaurante Bueno Cruces - El Calafate

E agora, alimentados, já era possível conhecer o centrinho de El Calafate. Fomos então caminhar pelas lojinhas da avenida principal. O clima estava bem friozinho e ameaçava uma chuvinha, mas fomos. 

El Calafate - Centro

El Calafate - Centro 


A gente caminhou bastante (até achar que estva perdido) até a Laguna Nimez e o Centro de Interpretação e História de El Calafate. 
Em El Calafate os cachorros de rua são enormes, parecem ser de raça, e tem entrada livre em quase todos os locais (inclusive nos restaurantes). Nessa nossa caminhada, um pastor alemão da rua começou a nos seguir e nos proteger. Ele ia na calçada do outro lado da rua, e ficava com o pelo todo eriçado quando alguém se aproximava da gente. A gente caminhou uns 20 minutos até lá, e o cachorro sempre nos seguindo. Quando a gente entrou no centro, era proibida a entrada de cães, porque lá tem a fauna natural protegida, e o danado foi nos seguindo por fora, até o lago Argentino... Foi muito engraçado.
Mas chegando no Centro de interpretação tivemos um quase perrengue. Lá só podia pagar em espécies e a gente não tinha nada! Imagina, caminhar uma eternidade e não poder entrar! Ai a pessoa se compadeceu da gente e deixou a gente entrar, mas assumimos o compromisso de voltar lá para pagar. Ainda bem que ainda existem pessoas boas e que acreditam em desconhecidos. 
Lá dentro tem várias trilhas para observação da fauna local (a maioria pássaros). Mas ai sim, veio o perrengue, começou a chover! A gente estava no meio das trilhas e não tinha como se proteger (HAHAHA). Seguimos na trilha, molhados e com frio, mas aproveitando as coisas boas do lugar! A visão do Lago Argentino é bem legal. E se não tivesse a chuva, teria sido melhor, mas a gente curte o que tem, né? 

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate - Lago Argentino

Centro de Interpretação e História de El Calafate - Lago Argentino

Centro de Interpretação e História de El Calafate

Centro de Interpretação e História de El Calafate - Laguna Nimez

Centro de Interpretação e História de El Calafate - esse foi o cão que ficou nos seguindo

O video do cachorro nos seguindo




Quando a gente terminou o passeio e voltou para o centro, o cachorro já não estava mais esperando por nós. Ai, mesmo na chuva, fomos sacar dinheiro para poder pagar as entradas. Eu e Ju ficamos numa cafeteria (Chocolate Patagonia) para aquecer e repor as energias e Dico voltou caminhando para pagar, antes que o museu fechasse. 

Lanchinho no Chocolate Patagnia - El Calafate

Chocolate Patagônia - El Calafate


Olha, eu adoro fazer todos os passeios locais quando estou conhecendo um lugar novo. E, mesmo com a chuva e a caminhada, achei super válido o passeio. Claro, que se a gente soubesse, a gente teria ido de taxi. Mas por outro lado, perderíamos de conhecer com detalhes a cidade. 
No caminho de volta para o hotel, paramos na Capela Santa Teresina e no mercado, para comprar itens de sobrevivência (água e comidinhas). 

El Calafate


El Calafate

El Calafate

El Calafate - Capela Santa Teresina

El Calafate - Capela Santa Teresina

El Calafate

El Calafate


Nosso hotel ficava em frente a um parque público, La Plaza de Los Pioneros, que possui um mirante bem legal (El Mirador de El Calafate). 

Parque La Plaza de Los Pioneros


Dia 2 - El Calafate

Esse era o dia mais esperado. Dia de conhecer o PERITO MORENO!!!! 
Tomamos café cedinho no hotel, com o pessoal mal educado e barulhento que estava hospedado por lá. O passeio foi comprado do Brasil, e o receptivo nos buscou no hotel, na hora combinada. O caminho é lindo. As paiagens são incríveis. O mais interessante é que temos a impressão de estarmos no meio de um deserto, pois a vegetação é de clima desértico (estepe patagônica). Mas logo começamos a avistar as montanhas nevadas. O Parque dos Glaciares fica a cerca de 80Km do centro de El Calafate. 

Caminho até o Perito Moreno - observem a vegetação. 

Caminho até o Perito Moreno

Caminho até o Perito Moreno




De repente, avistamos a geleira e alguns icebergs flutuando no lago. É uma formação belíssima. Nem sei como descrever. 

Primeira visão do Perito Moreno - para entender o tamanho da geleira, percebam a diferença de tamanho entre a parece da geleira e o barco (catamarâ)

Perito Moreno



Primeiro a gente para num recôncavo da estrada pra observar a geleira de longe. Ela é incrível. E quando um pedaço de gelo se desprende dá pra ouvir um som bem alto, como se fora um trovão. 

Um Iceberg

Perito Moreno visto da estrada


Nós e o Iceberg

Nós e o Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno - pela cara de Ju, dá pra ver como estava frio.

Mais Perito Moreno


Perito Moreno

Perito Moreno - resistindo ao frio por uma foto.



Em seguida, quem optou por fazer o passeio de barco que vai até bem próximo das geleiras, é levado até o pier de embarque. Claro que a gente fez essa opção. 
A navegação (Safari Náutico) dura cerca de 1 hora e é pago a parte (além do custo da entrada do parque). Só é preciso que o condutor fique bem atento aos desprendimentos da geleira. Os pedaços que se soltam podem criar ondas grandes no lado e podem parecer pequenos, mas não são. Essa parte é bem perigosa, mas tudo deu certo e adoramos o passeio. Não há registros de acidentes graves ou naufrágios nesse passeio. É incrível chegar tão perto da geleira. A cor do azul é diferente de tudo e não consegue ser captada nas fotos. 



Partiu Safari Náutico do Perito Moreno

Dentro do barco e imaginando como vamos ficar pequeninos ao lado da geleira

Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno


Perito Moreno (esse gelo que fica boiando é parte do desprendimento da geleira)

Perito Moreno 

Perito Moreno


Bem pertinho do Perito Moreno

Perito Moreno

Ju no Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno - realmente é muito bonito.


Perito Moreno - aqui venta muito e faz um frio enorme!

Pertinho do Perito Moreno


Sempre nos perguntam se o passeio valeu a pena. Eu achei incrível a experiência de chegar bem pertinho do Glaciar e faria de novo, mesmo com todo vento e frio. 

Depois do safari náutico seguimos de van até a parte onde fica o parque do Glaciar. Lá tem uma loja e um restaurante superlotado onde paramos para almoçar - comemos sanduiches e pagamos ARS 66500,00 - foi caríssimo! Em seguida, fomos caminhar nas passarelas do parque (ao todo são 7Km de passarelas). 

Conta do restaurante no parque dos glaciares

Esse ponto do passeio é extasiante. Se a gente já achou bonito o passeio de barco, aqui temos a impressão de entrar na geleira. A gente fica sem reação. É simplesmente LINDO!!! 
Também é possível fazer caminhadas exploratórias (trekking) com guia na geleira, mas a gente não topou a aventura. 

O Parque Glaciar Perito Moreno tem 7Km de trilhas para avistar a geleira de pontos diefrentes. Tudo é muito bem sinalizado e organizado (exceto o restaurante - HAHAHA!)

Trilha do Parque Glaciar Perito Moreno

Parque Glaciar Perito Moreno - olha como a gente chega pertinho da geleira.

Glaciar Perito Moreno


Do Parque a gente avista os barcos do Safari Náutico

Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Vamos fingir que no verão patagônico a gente pode desfilar sem casaco?

Realidade do verão patagônico

Glaciar Perito Moreno


Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno


Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno



O Perito Moreno foi batizado pelo tenente Alfredo Iglesias em seu levantamento de 1899, em homenagem a Francisco P. Moreno, o perito de limites com o Chile, que nunca chegou a ver o glaciar. O parque foi criado em 1937, foi declarado Patrimonio Mundial pela UNESCO em 1981 e sua última ruptura confirmada foi em 2019. Observem que Perito não é o primeiro nome de Moreno, mas o cargo que ele exercia.




O Glaciar Perito Moreno é um dos poucos do mundo que seguiam aumentando, mas nos últimos 80 anos vem se mantendo em equilíbrio e existem estudos recentes que mostram que ela começa a encolher. São 250Km2 (maior que Buenos Aires). Ele faz parte do Gelo Continental Patagônico, que é um resquício da última Era do Gelo (18.000 anos de existência). É formada pela compactação da neve pela gravidade, ao longo do tempo, junto com tudo o que estiver pelo caminho.  São 5Km de largura de frente, 60 metros de altura acima do nível da água e mais 30 metros abaixo da água. A espessura total do gelo é de 170m. A geleira avança cerca de 2 metros por dia. Como a língua de gelo segue avançando. Quando a frente do glaciar avança e toca a Península de Magalhães, forma-se um dique de gelo que separa o Brazo Rico (Braço Sul) do lago Argentino. A água do lago então fica retida e a água sobe (já chegou a 28m acima do nível do lago). Por pressão e flutuação, a água descola a base do gelo, se infiltra, e abra um túnel subglacial. O túnel cresce à medida que suas paredes derretem. Quando o túnel fica grande o suficiente, a ponte de gelo que fica em cima, desaba com um estrondo enorme. Isto é a ruptura da geleira. A última ruptura aconteceu em 2019 e não existe uma periodicidade para sua ocorrência. É muito triste saber que a transformação climática causada pelo aquecimento global e pelo mau uso da natureza pelos seres humanos é responsável por acabar com tanta beleza.

Glaciar Perito Moreno

O tom azulado é devido à densidade do gelo. O gelo é compactado sem bolhas de ar, quando a luz passa, todas as cores são absorvidas, menos o azul e por isso podemos perceber os "50 tons de azul" desse lugar espetacular. 

Glaciar Perito Moreno

E porque se formou uma geleira no meio do nada e longe dos pólos da Terra?
Se você olhar o mapa do mundo, verá que não há nenhuma barreira física que impeça a chegada das chuvas (neve) nessa região. O vento circula o mundo todo e é parado ali, em El Calafate, na Cordilheira dos Andes. Ai tudo precipita e se acumula no local. O Campo de Gelo Patagônico é o terceiro maior do mundo, depois da Antártida e Groelândia. 

A linha vermelha mostra que não há nenhuma barreira física para o vento neste ponto do mundo, exceto a Cordilheira dos Andes, por isso a geleira se forma ali.

 
Retornamos para o centro de El Calafate por volta das 17h e fomos passear. E como não podia deixar de ser, fomos tomar sorvete na Acuarela - helados artesanales - nesse clima invernal tão delicioso. No mesmo lugar tem um café e uma loja de chocolates artesanais. E então seguimos para conhecer a cidade e a cultura local. 

El Calafate

Centro de El Calafate

El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate - Helados Acuarela

Centro de El Calafate - Helados Acuarela

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate

Centro de El Calafate


Ainda no centro, fomos jantar um delicioso cordeiro no Casimiro Biguá. No dia seguinte ainda tem mais coisa pra conhecer.



Casimiro Biguá - El Calafate

Casimiro Biguá - El Calafate (cordeiro)

Casimiro Biguá - El Calafate

Casimiro Biguá - El Calafate


Casimiro Biguá - El Calafate


El Calafate




Dia 3 - El Calafate

Acordamos cedo e estava bem frio (temperatura de 4ºC com sensação térmica de -1ºC). 

FRIO

El Calafate


No nosso último dia em El Calafate a gente ainda tinha mais um dia cheio de paisagens geladas. O transfer nos pegou cedinho e fomos pegar o barco para visitar outros glaciares da região. Apesar de frio, o dia estava lindo. 
O passeio de chama Todo os glaciares e dura cerca de 9 horas. Inicia com a navegação pelo Lago Argentino saindo do Puerto Punta Bandera, a cerca de 47Km de El Calafate. 


Puerto Punta Bandera

Puerto Punta Bandera

Passeio de navegação Todos los Glaciares

Lago Argentino


Primeiro paramos no glaciar Upsala. É o terceiro mais longo da América do Sul, com cerca de 53Km de extensão e 40 metros de altura. E a gente ficou todo besta porque avistou um iceberg. 
É bem triste de contar, mas de 1968 a 2021 o Upsala encolheu cerca de 11Km e ficou mais fino, perdendo 82Km2. Ela recebeu esse nome porque, em 1908, o primeiro levantamento científico da região foi realizado por pesquisadores da Universidade de Upssala na Suécia. 



Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Navegação do Lago Argentino

Navegação do Lago Argentino

Glaciar Upsala


O guia pegou um pedaço de gelo que flutuava para termos noção da pureza da água. Sabiam que após ser tocado, o gelo não pode ser devolvido para o glaciar? Para evitar a contaminação do mesmo. 

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala

Glaciar Upsala


Seguimos em direção ao Canal Spegazzini e avistamos dois outros glaciares menores e suspensos: Seco (que possui muita área de erosão e bastante terra exposta ao redor, encontrando-se em pleno processo de retração) e Heim Sur. 



Glaciar Seco

Glaciar Seco

Glaciar Heim Sur


Depois passamos pelo Glaciar Spegazzini, que é a mais alta do parque, com paredões que variam de 80 a 130 metros acima do nível da água e tem mais 150 metros de profundidade. Esse glaciar é dividido entre a Argentina e o Chile. Recebeu esse nome em homenagem ao botânico Carlos Luis Spegazzini que estudou a flora local.  A grande atração dessa geleira é que a alta parede de gelo cria icebergs de formas e tons de azul variados que permitem fotos incríveis. Aqui fizemos uma parada com desembarque na base Spegazzini. É poss´vel caminhar pelas trilhas e fazer fotos bem legais. Assim que a gente desceu na base, fomos logo ao refeitório, para comer algo (sempre caro) e em seguida fomos desfrutar das paisagens e tirar muitas fotos. 



Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini

Glaciar Spegazzini


Voltamos para o centro de El Calafate por volta das 17h30 e fomos explorar o parque em frente ao nosso hotel (La Plaza de Los Pioneros)


La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros

La Plaza de Los Pioneros




Nosso jantar de despedida foi no Casimiro Biguá, afinal comemos bem e fomos muito bem atendidos. 



Casimiro Biguá

Casimiro Biguá

Casimiro Biguá - lembram que eu falei lá no começo que os cachorros de rua tem acesso livre em qualquer lugar?



No dia seguinte partimos bem cedinho (ainda estava escuro). E assim nos despedimos desse lugar maravilhoso que nos ensinou muito sobre a importância de cuidar da natureza para preservar o nosso planeta. 


El Calafate

Aeroporto de El Calafate

Aeroporto de Buenos Aires



Como nem tudo podia ser tão perfeito, nossas malas não chegaram em Recife!!! Ficaram na Argentina. Só recebemos as malas 2 dias depois, depois de muita briga e o seguro do cartão não pagou pelo atraso ou extravio de bagagem alegando que este era nosso destino final, então a gente não precisava das malas para sobreviver!
Mas no geral, essa aventura de conhecer o Fim do Mundo (Ushuaia) junto com El Calafate foi incrível. Deem uma olhada no roteiro de Ushuaia nesse link para saber tudo o que fizemos. Foi ótimo!!


E quanto custou essa aventura?
Os preços que pagamos foram sempre para o grupo de 3 pessoas.
 - Passagem de avião: R$ 23.112,30 (gol + aerolineas argentinas - incluindo voo para Ushuaia)
 - Hospedagem: R$ 1.876,42
 - Transfer in/out: R$ 1.164,85 (incluindo Ushuaia)
 - Glaciar Perito Moreno com Safari Náutico R$2.113,80
 - Passeio Todos los Glaciares R$ 3.752,58
 - Seguro viagem - usamos o oferecido pelo cartão visa infinite
Totalizando R$ 2580,00 por pessoa, sem contar com a alimentação e com os gastos já contabilizados em Ushuaia de quase R$11.000,00.