domingo, 20 de setembro de 2026

USHUAIA - NOSSA VIAGEM AO FIM DO MUNDO

 Nossos amigos dizem que depois de conhecer tantos lugares tradicionais, a gente resolveu inovar e ir para lugares mais "diferentes". Eu acho que a lógica não é bem essa... Tem muitos lugares que a gente ainda quer conhecer e estamos ficando mais velhos, então a gente precisa ir para os lugares "diferentes" logo, enquanto a gente ainda aguenta. E assim, no meio do carnaval de 2025, fomos conhecer Ushuaia e El Calafate. Ir a Ushuaia significou muito para a gente. Uma viagem linda, onde a gente consegue perceber que a natureza é tudo de mais incrível que foi criado no mundo. 

Despedida do carnaval 2025 - Galo da Madrugada


Parte da família aproveitando o feriado ali, em Paris.


Ushuaia fica localizada no arquipélago da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul. É a cidade mais ao sul do mundo, o destino mais conhecido da Patagônia Argentina e a porta de entrada para a Antártida (mais ou menos 1.000Km). Ela se encontra entre a Cordilheira dos Andres Fueguinos (local onde a cordilheira muda de direção, passando a ir do oeste para o leste) e o Canal de Beagle (um estreito marítmo que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico). Claro que a gente foi em pleno verão, pois no inverno, as temperaturas chegam facilmente aos -20ºC. É um lugar considerado de difícil acesso e com condições climáticas adversas. 

Em 2022, a população de Ushuaisa era de 82.615 habitantes e sua área total era de 9.390 Km2.

Mapa mundo by Google mostrando exatamente onde fica Ushuaia


E como se chega em Ushuaia? 
Para chegar lá é preciso planejamento, mas não é tão difícil assim. Inclusive, existem agora voos diretos do Brasil. A principal porta de entrada é através do Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas (USH). Nosso voo foi pela Aerolineas Argentinas fez uma escala em Buenos Aires. A partir de Buenos Aires são 3 horas de voo até Ushuaia. 
Também é possível ir de carro a partir de Buenos Aires num trajeto de aproximadamente 3.000Km pela RN 03 que inclui parte da travessia por balsa. 

Qual a moeda e documentos necessários para entrar?
Como Ushuaia fica na Argentina, a moeda local é o Peso Argentino (ARS), e é uma cidade bem cara. Uma refeição com saduíche pode custar R$200,00 por pessoa. Nós não levamos moeda local. Usamos wise e nomad e fizemos saques nos bancos locais quando necessário. Os brasileiros não necessitam de passaporte ou de visto, podendo ingressar no país e ficar até 90 dias apenas com o RG com até 10 anos de emissão e em bom estado de conservação (não vale CNH ou carteira de conselhos). Para alugar carros e conduzir por lá é necessário levar a CNH física válida. As versões digitais não são aceitas.
As tomadas argentinas são diferentes das brasileiras. Elas têm 3 pinos chatos, sendo dois deles tortos. Leve um adaptador universal para não ter problemas. A voltagem das tomadas é de 220v com frequência de 50Hz.


Em relação às roupas para essa viagem, mesmo sabendo que estávamos em pleno verão, levamos roupas bem quentinhas. Venta muito na cidade e faz frio. Pegamos temperaturas entre 0 e 10ºC.

O que tem pra fazer em Ushuaia?
A cidade é bem pequenina e o centro se resume a duas ruas principais. Procure um hotel perto do centro, para facilitar a locomoção. là existem muitos restaurantes e mercadinhos, é uma cidade fácil de percorrer e conhecer e é muito segura.  Os passeios do verão são completamente diferentes dos passeios de inverno e a paisagem muda completamente. 

Aqui vai o QrCode que dá acesso ao site oficial de turismo de Ushuaia com todas as informações oficiais. 


A rede hoteleira é não é grande e por isso eu recomendo que a reserva seja feita com uma certa antecedência, se sua intenção for ficar bem pertinho do centro. Os hotéis de lá são mais rústicos, mas a cama era confortável e o banho bem quentinho. Ficamos hospedados no Hotel de Los Andes, na rua principal da cidade (Avenida San Martin). O quarto foi triplo e era confortável. O café da manhã era servido no restaurante do hotel, que durante à noite era bem movimentado e servia uma pizza artesanal maravilhosa. 

Hotel de los Andes - onde ficamos. 



Depois de um voo bem longo (e com muitas horas de espera nas escalas), chegamos em Ushuaia por volta das 10h30 da manhã. O aeroporto por si só já é uma aventura, o pouso é lindo, mas temos a impressão de que o avião vai pousar na água. Contratamos o transfer de chegada e de saída e todos os passeios através da agência de uma grande amigo, que sempre me ajuda nas cotações (Zona Norte Turismo +55 81 997058569 WhatsApp) e tudo foi perfeitamente operado localmente pela Prestígio ( +54 9 2901 58 8178 WhatsApp) que ficava na mesma rua do nosso hotel. 

Ushuaia vista da janela do avião

Pouso no aeroporto internacional de Ushuaia - praticamente na água

Aeroporto de Ushuaia

Letreiro Ushuaia


Uma pena que a gente não conseguiu voltar ai pra tirar foto. Essa foi tirada da janela do transfer. O lugar era distante do centro e nossa programação não deu folga para irmos até ai. 



USHUAIA - DIA 1

Depois da viagem longa, chegamos no hotel e descansamos um pouco. Em seguida, fomos comer e bater pernas pela cidade.  Logo ao lado do hotel, tinha uma pracinha com uma imagem do Papa Francisco, que vivia seus últimos dias entre nós. 

Centro de Ushuaia


Paramos para comer no Hard Rock Café - Ushuaia. Comida segue o padrão Hard Rock, boa e cara!

Hard Rock Cafe - Ushuaia



Depois do almoço, seguimos caminhando até o Museu Marítimo de Ushuaia, onde descobrimos muita coisa sobre a história do lugar. No mesmo prédio funcionam 4 museus: o Maritimo, o Museu de arte Marinha, o Antártico e o do Antigo Presídio.  O lugar funciona e é aberto ao público todos os dias das 10h às 20h. Existem visitas guiadas, mas fizemos o passeio por conta própria. A entrada custa ARG 44.000 para adultos e estudantes até 24 anos pagam ARS 34.000. O lugar é muito interessante para aqueles viajantes, que como a gente, gostam de descobrir a história e cultura do destino. 

Complexo de museus em Ushuaia

Entrada do Museu Maritimo de Ushuaia


Museu Maritimo de Ushuaia

É um museu à moda antiga. Sem tecnologia, mas muito interessante. O Hall central abriga uma cafeteria com bonecos vestidos com o uniforme dos presidiários dali. E de lá, consegue-se avistar os 5 pavilhões da antiga penitenciária.

Ushuaia foi fundada em 1884. Antes disso, era habitada pelos povos originários. Em 1869 uma missão de pastores anglicanos instalou-se na zona do Canal de Beagle, formando o primeiro assentamento europeu, no território que hoje é o departamento de Ushuaia. À medida que os europeus avançavam no território, a vida dos povos originários foi sofrendo profundas perturbações, até que em 1930, toda a população arborigene original, havia desaparecido. 

Museu Maritimo de Ushuaia



No início do século XX, foi construído, nas proximidades da vila de Ushuaia, o famoso presídio, que funcionou de 1902 a 1947. Lá ficavam encarcerados presos perigosos e reincidentes e também presos políticos. A história de Ushuaia está atrelada à história desse presídio. Levar os presos para Ushuaia permitia ao governo povoar uma área remota e abrir mais vagas nas prisões argentinas. As condições climáticas do lugar também dificultavam as tentativas de fuga dos criminosos perigosos e reincidentes. 
No início, os presidiários ocupavam casebres de madeira. Os próprios presidiários construíram o prédio de alvenaria (e imaginem que lá não era um lugar muito quentinho e acolhedor), pois eram obrigados a trabalhar. Esse trabalho forçado também obrigou os presidiários a construirem o trem do fim do mundo, que levava os presos até uma área cheia de árvores, para cortar a madeira necessária à sobrevivência local (onde hoje é o Parque Nacional Terra do Fogo).

É possível visitar uma ala do presídio onde ass celas foram repaginadas e abrigam bonecos representando seus ocupantes. Exitem alas que foram mantidas da forma original e a visita traz uma sensação incrível de desconforto. Nas celas há plaquinhas e fotos para contar a história de cada preso (as mais esdruxulas histórias de horror) inclusive com fotos reais do ocupante da cela. 
Dentre os presos famosos de Ushuaia estiveram Sacomano, Alberto Andino e dentre os presos políticos estivera, Ricardo Rojas.




Museu do presídio - Ushuaia


Museu do presídio - Ushuaia



Museu do presídio - Ushuaia


Museu do presídio - Ushuaia


Museu do presídio - Ushuaia


Museu do presídio - Ushuaia - esse era o esquema de aquecimento do presidio


Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia


Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia - ala antiga (não reformada)


Museu do presídio - Ushuaia

Museu do presídio - Ushuaia - ala não reformada



Também visitamos a galeria de arte, que fica em uma das alas da prisão. E o mueu maritimo de Ushuaia.

Galeria de arte - Ushuaia

Galeria de arte - Ushuaia

Museu Maritimo - Ushuaia

Museu Maritimo - Ushuaia


Museu Maritimo - Ushuaia


Museu Maritimo - Ushuaia

Museu Maritimo - Ushuaia

Museu Maritimo - Ushuaia



Lá também tem um velho farol (Faro de San Juan de Salvamento ou Faro del Fin del Mundo), que foi inaugurado em 25 de maio de 1884. Ete farol ficou conhecido em um livro de Julio Verne em 1905. Ele colapsou devido ao abandono, mas foi reconstruído em 1988. 

Faro del Fin del Mundo

Faro del Fin del Mundo


Faro del Fin del Mundo


E parece que estava se formando uma tempestade, o céu ficou negro e resolvemos voltar para o hotel. Mas antes, valia uma paradinha pra tomar o fantástico sorvete argentino e caminhar pelo centrinho. 

Ushuaia


Ushuaia

Ushuaia

Ushuaia



Encontramos o escudo do Santa Cruz FC no centro de Ushuaia



Com a história de Ushuaia ter se formado a partir de malfeitores encarcerados, encontramos em uma das vitrines das lojinhas, um cartaz procurando os bandidos de "Esqueceram de mim". HAHAHAHA!




Ah! Ushuaia é famosa pelas Centollas (aquele carangueijo enorme com patas longas, também conhecido como King Crab)! Todos os restaurantes oferecem mil promoçoes, mas mesmo assim, é carísssimo. Será que vamo coneguir provar?
Ainda paramos para comer o melhor Dulce de Leche do mundo!

Centro de Ushuaia



Melhor do ce de leite. 

Ushuaia



Finalizamos a noite no restaurante do hotel. A gente precisava descansar pra conseguir recuperar o jetlag.

Ushuaia - restaurante do hotel



USHUAIA - DIA 2

O transfer nos buscou no nosso hotel por volta das 8h da manhã.

Centro de Ushuaia - Rua principal

Centro de Ushuaia

Centro de Ushuaia

Olhem como as casas são simples e como a população é pobre.


E seguimos com uma belíssima paisagem em direção à ferrovia do fim do mundo. Lá a gente ia pegar o Tren del Fin del Mundo, na Estacion Fin del Mundo. O passeio turístico de apenas 7Km, refaz a a antiga rota histórica dos prisioneiros da antiga prisão de Ushuaia, dentro do Parque Nacional Terra de Fogo.  O passeio dura cerca de 60 minutos (ida) e inclui uma parada de 15 a 20 minutos na Estação Macarena para realização de uma pequena trilha e fotos. O trajeto foi reativado pela iniciativa privada em 1994 e é feito por locomotivas do tipo Maria Fumaça, movidas à diesel.
Existem 2 categorias de bilhetes: classe turistica e premium (que inclui uma refeição). 

A estação de embarque fica a 10Km do centro de Ushuaia. Ela funciona como um museu. É toda decorada com peças e objetos históricos da estrada de ferro e dos presidiários que fizeram parte da história do lugar. A estação é bem rústica, toda construída de madeira. Antes da partida, dá pra conhecer o lado de fora e a torre de observação. 

Estação do Fim do Mundo

Estação do Fim do Mundo

Estação do Fim do Mundo

Estação do Fim do Mundo



Normalmente nos passeios das agencias, fazemos apenas o trajeto de ida no trem, então a hora de fotografar é ao chegar. A van que nos leva até a estação do Fim do Mundo, nos espera na estação final, para contiuar o passeio pelo Parque Nacional da Terra do Fogo. No trajeto, vamos observando as paisagens, o rio Pipo, os bosques das lengas (árvore típica da Patagônia Argentina) e recebemos fones para ir ouvindo a história (que pode ser escutada em 7 idiomas diferentes, incluindo o português). 

Estação do Fim do Mundo

Estação do Fim do Mundo

Trem do Fim do Mundo

Trem do Fim do Mundo

Trem do Fim do Mundo


A parada na Estação Macarena é bem curtinha, mas é o melhor momento para tirar foto com o trem. Tem uma pequena trilha, que é bem fácil de fazer, que nos leva até a Cascata Macarena (não espere nada como as Cataratas do Iguaçu), mas é bem legal de ver. 

Estação Macarena - trem do fim do mundo

Estação la Macarena - trem do fim do mundo

Estação Macarena - trem do fim do mundo

Cascata La Macarena - trem do fim do mundo

Cascata La Macarena - trem do fim do mundo


Trem do fim do mundo

Trem do fim do mundo

Trem do fim do mundo

Trem do fim do mundo

Trem do fim do mundo


É um passeio histórico muito legal. Mas não vá esperando nada muito animado. Afinal, aqui é um lugar pacato e calmo, quem procura agitação deve ir pra outro destino. Estando aqui, deve-se entrar no clima e curtir tudo que a cidade tem para oferecer. Eu adorei. 

Em seu trajeto original, o trem partia do centro de Ushuaia e levava os prisioneiros para recolherem madeira, pedras e todos os materiais necessários para construção e manutenção do presídio de Ushuaia, e ia até a encosta do Monte Susana. 

Os bilhetes para o trem e a entrada do Parque Nacional podem ser comprados da Estação do Fim do Mundo. Algumas agências já incluem as entradas e reservam com antecedência seu lugar no trem. 

O final do trajeto do trem é no Parque Nacional Tierra del Fuego, que coincide com o final da Ruta Nacional 03 (estrada que corta a Argentina de Buenos Aires até o Fim do Mundo).  O parque tem cerca de 69 mil hectares e fica no extremo sudoeste da ilha, a 12Km do centro de Ushuaia. Parte do parque está situado no território do Chile. O passeio proporciona paisagens incríveis. Lá existem 40Km de trilhas, mas claro que não deu tempo de passear tanto assim. Fizemos um passeio curtinho e seguimos com nossa guia.

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia



Iniciamos pela Bahia Lapataia no circuito das passarelas de madeira, que ficam bem pertinho do Canal Beagle. 

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia
Curtindo o verão da Patagonia

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Bahia Lapataia


Seguimos para o Lago Roca com suas águas transparentes e geladas. 

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Lago Roca

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Lago Roca


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Lago Roca


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Lago Roca


Depois a gente parou no Centro de Visitantes Alakush, onde ficam os banheiros, a loja, o restaurante e todo o apoio ao turista (que funciona das 10 às 17h30). 

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Centro de Visitantes


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Centro de Visitantes

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Centro de Visitantes

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Centro de Visitantes


De lá, fomos à Enseada Zaratiegui onde fica o famoso e tão esperado Correio do Fim do Mundo. O lugar é nada e é tudo. É um container de zinco em cima de um trapiche que fica no Canla Beagle. É a última agência de correios mundo, antes da Antártida. A agência inclusive funciona e se pode enviar um cartão postal para qualquer parte do mundo ou compra um souvenir, mas aqui só se aceita dinheiro em espécies, pois não tem sinal de internet. 

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Enseada Zaratiegui

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Enseada Zaratiegui


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Correo del Fin del Mundo


Ah! O carteiro que trabalha lá é o mesmo há mais de 25 anos, o sr Carlos Delorenzo. 


Aqui também é possível carimbar o passaporte com o visto do Fim do Mundo, mas muito cuidado. Use um passaporte antigo e não o atual. Carimbos não oficiais invalidam o documento e podem causar muitos problemas. 

Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Enseada Zaratiegui


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Enseada Zaratiegui


Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia - Enseada Zaratiegui



Curiosidade: Você sabe porque Tierra del Fuego? A Terra de Fogo é um grande arquipélago no sul da América do Sul, cuja maior ilha é onde fica Ushuaia. A história que contam é que por ser um lugar extremamente frio, os povos originários acendiam fogueiras gigantes, que podiam ser avistadas de longe. E assim surgiu o nome do arquipélago. 

Depois de visitar o correio, seguimos de volta para Ushuaia, onde chegamos por volta das 13h. Almoçamos um sanduíche caríssimo (mas atendimento acolhedor e eficiente) no restaurante Patagonia Brewing Company, com vista para o Canal Beagle, no centro da cidade. Pagamos cerca de $30.000 ARS por cada sanduiche. Depois, tiramos algumas fotos na pracinha que dá acesso ao grande pier do Canal Beagle e seguimos para o nosso passeio vespertino, que incluiria a navegação do Canal Beagle, a ilha dos lobos e dos pássaros e o farol. 

Almoço no Patagonia - Ushuaia - sanduiche e bolinhos de centolla

Centro de Ushuaia

Centro de Ushuaia

Porto Williams - Centro de Ushuaia



Chegamos então ao porto de Ushuaia (Porto Williams) - onde existe um lugar de controle de entradas antes do acesso ao Pier. A gente tinha trocado os vouchers das entradas do passeio nos boxes da pracinha que fica quase em frente ao Pier e os bilhetes indicam exatamente qual embarcação devemos pegar. Claro que no passeio eles fazem de tudo pra você comprar o pacote fotográfico do passeio (até fornecem internet para pagar com pix). 
A tarde estava bem chuvosa e a gente seguiu na parte interna do barco, que é bem confortável. No Pier pode se ver embarcações maiores que fazem os cruzeiros para a Antártida. Existem cruzeiros a partir de 7 dias e custam uma pequena fortuna. Mas a experiência deve ser incrível. 


Navegação no Canal Beagle

Navegação no Canal Beagle - eles tentam vender de tudo nesse passeio



O Canal Beagle é um estreito marítimo de 240Km, que conecta os oceanos Pacífico e Atlântico. Ele tem esse nome porcausa do navio HMS Beagle que fez diversas expedições no canal, levando a borbo, nada menos que Charles Darwin.
Na navegação do Canal Beagle fomos surpreendidos por leões marinhos, pássaros e por baleias! A coisa mais linda de se ver. Foi bem emocionante ver a dupla de baleias fazer um lindo balé sincronizado. Nessa hora não teve vento, frio ou chuva que nos fizesse ficar dentro do barco. HAHAHAHA!!! Tivemos muita sorte, porque dizem que é bem raro as baleias aparecerem. 




Chegamos então ao Farol do Fim do Mundo ou Farol Les Eclaireurs. O farol fica numa pequena ilha rochosa e possui 11 metros de altura. Ele foi construído em 1918 e o alcance de sua iluminação é de 13 km. A ilha é repleta de pássaros da fauna local, de pinguins e  de leões marinhos. 


Navegação no Canal Beagle - Farol do Fim do Mundo

Navegação no Canal Beagle

Navegação no Canal Beagle

Navegação no Canal Beagle - Farol do Fim do Mundo

Navegação no Canal Beagle - Farol do Fim do Mundo


Fizemos uma parada numa pequena ilha (a ilha Bridges) onde tem um mirador, para tirar fotos. Verdade que a chuva atrapalhou um pouco, mas o passeio foi bom. O passeio dura cerca de 3 horas. 
Existe uma versão um pouco mais cara desse passeio que inclui a caminhada com pinguins, mas achamos desnecessário. 

Navegação no Canal Beagle - Ilha Bridges

Navegação no Canal Beagle - Ilha Bridges

Navegação no Canal Beagle - Ilha Bridges - a tundra vista ao vivo

Navegação no Canal Beagle



Na volta estávamos bem cansados e com frio, mas saímos para comer no restaurante do hotel e fomos descansar. 

Ushuaia



USHUAIA - DIA 3

Contratamos uma expedição em grupo em um 4X4 que nos levaria a conhecer os lagos Escondido e Fagnano. O passeio dura o dia inteiro e percorre cerca de 120km. 

Nosso 4X4



Nossa primeira parada foi no Centro Invernal Tierra Mayor, a cerca de 20km de Ushuaia, que é um dos lugares de prática de esqui de fundo (caminhada com esquis em superfícies planas) no inverno. Aproveitamos para tirar umas fotos, tomar um chocolate quente, nos aquecer e ir ao banheiro. 


Ushuaia

Centro Invernal Tierra Mayor

Centro Invernal Tierra Mayor

Centro Invernal Tierra Mayor

Centro Invernal Tierra Mayor



Centro Invernal Tierra Mayor

Centro Invernal Tierra Mayor - tava frio, viu?



Depois passamos pela estação de esqui mais famosa de Ushuaia (26Km do centro de Ushuaia) que é a Cerro Castor. Ela é conhecida como a estação mais austral do mundo e todos dizem que é uma experiência muito melhor do que ir à Bariloche. A estação funciona de meados de junho até o início de outubro e tem mais de 30 pistas de esqui. 


Estação de Esqui Cerro Castor


A próxima parada foi no Mirador Paso Garibaldi, que oferece uma vista incrível da paisagem, mas sobretudo é considerado um marco da engenharia local. Havia um enorme desejo de unir as cidades de Ushuaia e Rio Grande por meio de uma rodovia, com o desafio de atravessar a Cordilheira dos Andes. Então em 1935, Luis Garibaldi Honte descobriu uma passagem natural que partia do Lago Escondido e permitiu a construção da Ruta Nacional 3, que liga Ushuaia ao restante da Argentina, em 1948.
A partir desse Mirador, consegue-se uma visão do Lago Fagnano. Ele é um dos lagos mais extensos do mundo, com 100km de comprimento e mais de 200 metros de profundidade. Ele epertence à Argentina e ao Chile. Também conseguimos ver o Lago Escondido, de origem glacial, 

Mirador Paso Garibaldi

Paso Garibaldi - vista dos Lagos Escondido e Fagnano

Paso Garibaldi - vista dos Lagos Escondido e Fagnano


Paso Garibaldi - vista dos Lagos Escondido e Fagnano


Então fizemos uma nova parada na Bahia El Torito. Lá deixamos nossa 4X4 e fizemos uma pequena trilha caminhando. Nessa parada aprendemos muito sobre a fauna e flora local. E aqui conseguimos ver alguns diques de castores e vimos muita madeira roida por eles. O castor é considerado uma praga em Ushuaia, pois não faz parte da fauna nativa. Eles foram trazidos do Canadá como um presente, mas por não haver predador natural, se disseminaram. Os dentes dos castores crescem indefinidamente e eles tem necessidade de roer madeira dura para desgastar e controlar o crescimento dos dentes, e assim, seguem destruindo a flora local. Foi tentado controlar a população de castores através do uso comercial da pele e da carne, mas sem sucesso. Os 20 casais de castores que chegarm em Ushuaia se transformaram nos mais de 200 mil castores atualmente na ilha. 

Bahia El Torito

Bahia El Torito - madeira cortada pelos castores

Bahia El Torito

Bahia El Torito - da pre ver os diques construídos pelos castores

Bahia El Torito

Bahia El Torito



Seguimos floresta a dentro e paramos para provar uma frutinha chamada calafate, que é típica da região, adocicada e rica em antioxidantes. A lenda diz, que é preciso comer o calafate para garantir que um dia se retorna a este lugar.

Provando Calafate



Seguimos de 4X4 até Tolhuim e passamos inclusive por dentro do lago Fagnano, onde fizemos uma pequena parada para um lanche rústico e um café com o nosso grupo. 

Lago Fagnano

Lago Fagnano


Lago Fagnano

Lago Fagnano

Lago Fagnano

Lago Fagnano


Em seguida, iniciamos o nosso retorno. Paramos para almoçar no Husky Park, na vila de Nutanak, a 21km do centro de Ushuaia. Ele é um centro invernal aos pés do monte Alvear, no Vale da Terra Mayor. No inverno o local é bem disputado e oferece hospedagem e passeios em trenós puxados pelos huskies. O centro abriga cerca de 70 cães das raças Husky Siberiano, Malamute e Alaskan cuidados e treinados no local. No inverno existem diferentes atividades e experiências ofercidas, no verão, só nos restava entrar na fazenda e conhecer os cães. Então, pagamos para fazer uma pequena visita guiada à propriedade. Os cães são extremamente dóceis e carentes. Mas precisam de uma carinho bruto, pois o pelo deles é tão espesso, que eles não sentem os toques leves. A gente simplesmente amou o passeio. 
Finalmente, chegou a hora do almoço com o típico cordeiro patagônico. 

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia - dá pra sentir como estava a ventania?

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia

Husky Park - Ushuaia


Husky Park - Ushuaia



Retornamos para Ushuaia por volta das 16h e fomos arrumar nossas malas, pois na manhã seguinte partiríamos para El Calafate, para a segunda parte dessa viagem de aventura.

Como essa história do presídio é explorada em Ushuaia

No centrinho achamos um Crusty Burger...

Na nossa última noite em Ushuaia fomos jantar na Casa de los Mariscos para provar a famosa Centolla. Era o restaurante mais bem avaliado e com a maior fila. É um prato bem caro ($61.900 ARS) e carne da centolla não tem gosto de nada. Diferente da gente, que tempera os mariscos, os deles são sem tempero e o gosto depende do molho que você escolhe.  Também comemos ostras gratinadas. O jantar valeu pela experiência. 

Casa de los Mariscos - provando a Centolla



Ushuaia comprovou que é um destino espetacular e tem muita história para contar. Pena que não conseguimos passear pelo calçadão ao longo do Canal Beagle e ir até o letreiro USHUAIA. E também não conseguimos ir até o encontro das placas tectônicas Scotia e America do Sul em Tolhuim. Também podíamos ter comido em locais melhores, mas achamos a comida sempre muito cara e os locais oferecem pouca informação sobre a comida e horário de funcionamento. Uma pena que a gente não tinha dinheiro em espécies suficiente para enviar um postal do correio do fim do mundo ou para comprar um souvenir de lá.
Mas voltamos cheios de memórias!
Claro que fiquei louca de voltar lá novamente no verão pra fazer uma expedição à Antártida e voltar no inverno para aproveitar a Ushuaia que não conhecemos e poder fazer todas as atividades de inverno, e quem sabe ver uma Aurora Austral!

E quanto custou essa aventura?
Os preços que pagamos foram sempre para o grupo de 3 pessoas.
 - Passagem de avião: R$ 23.112,30 (gol + aerolineas argentinas - incluindo voo para El Calafate)
 - Hospedagem: R$ 2.768,94
 - Transfer in/out: R$ 1.164,85 (incluindo El Calafate)
 - Passeio do Trem do fim do mundo R$ 1.591,20
 - Navegação do Canal Beagle + ilha dos lobos e ilha dos pássaros R$ 1.995,00
 - Expedição 4X4 para os lagos Escondidos e Fangano R$ 2.873,70
 - Seguro viagem - usamos o oferecido pelo cartão visa infinite
Totalizando por pessoa, sem contar com a alimentação e o a visita ao museu maritimo, quase R$11.000,00


Foi bem caro, mas não nos arrependemos! Valeu cada centavo. 

A aventura continua em El Calafate. Vamos seguir com a gente?