SET 2021 (EM PLENA PANDEMIA OS LOUCOS AVENTUREIROS VIAJARAM)
E com toda a loucura da pandemia, resolvemos nos aventurar para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Dessa vez tivemos a companhia da minha irmã, que é ótima companhia de viagem. O parque está localizado a cerca de 260 Km da capital do estado do Maranhão, São Luis, em um trajeto de aproximadamente 4h de carro (pois a estrada não é nada boa). O território do parque é de 156 mil hectares distribuídos pelos municípios de Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Ele foi criado em 1981 e apenas em 2024 tornou-se patrimonio mundial da UNESCO.
Fomos de avião de Recife à São Luís e depois de carro (transfer privativo) de São Luís à Barreirinhas, onde ficamos hospedados na Pousada do Rio. Chegamos em São Luís de tarde, por volta das 14h30 e efetivamente em Lençóis, só à noite! Passamos 3 dias inteiros em Lençóis e 1 dia na linda capital do Maranhão, São Luís. Todos os passeios foram contratados com a Rota Tour, e não nos arrependemos, foi tudo perfeito.
O lugar é perfeito. A natureza mostrando que temos sempre que agradecer por estarmos vivos.
QUANDO VISITAR?
A particularidade do lugar é que de deserto ele só tem a areia, e que não é quente! A noite, as temperaturas caem um pouco resfriando o lugar e a atividade do vento faz com que a areia se mova o tempo inteiro e não aqueça. É inacreditável, mas andamos descalços o tempo todo nas dunas. Lá chove bastante no primeiro semestre do ano (período que não é legal pra visitar) e as lagoas enchem. E as águas das lagoas são doces!!! As lagoas normalmente duram até o final de setembro. Depois disso, elas já começam a secar e o passeio já pode não ser tão legal de novo.
De junho a setembro é o período em que essa paisagem única torna o nosso maravilhoso ecossitema famoso. Logo, melhor época para ir conhecer.
ONDE FICAR?
É possível ficar em 3 locais diferentes nos Lençóis: Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro.
Barreirinhas é a capital dos Lençóis, e o local de mais fácil acesso e melhor estrutura. Mas para os passeios, temos que fazer travessias de balsas e seguir por estradinhas de terra, não muito confortáveis por cerca de uns 40 minutos. Mas foi a nossa opção de estadia pelas facilidades oferecidas, principalmente de deslocamentos noturnos e de alimentação. Claro, que por ter a melhor estrutura, também é a mais cheia. Exitem muitas opções de hotéis, pousadas e restaurantes e ficaria lá novamente.
Santo Amaro possui as lagoas mais bonitas, fica praticamente dentro do Parque dos Lençóis e o deslocamento até as lagoas leva menos tempo. O local é muito isolado e não tem vida social alguma (ainda mais noturna). A hospedagem é muito rústica, com poucas pousadas disponíveis. Nem consideramos a opção de nos hospedar por lá.
Atins está próximo ao Rio Preguiça e é o único vilarejo dos Lençóis que tem praia, e como tem muito vento, é point de Kitesurf. Atins começa a despontar como um vilarejo com hospedagens legais e mais descontraídas, e atualmente atrai um público diferente do de Bairreirinhas, com um nível sócioeconômico muito mais elevado. No entanto ainda é um vilarejo bastante rústico e o acesso é difícil e inclui o trajeto de pelo menos 1 hora pelo rio. Também não foi uma opção de hospedagem considerada por nós.
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| Pousada do Rio - Barreirinhas |
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| Pouada do Rio - Barreirinhas |
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| Pousada do Rio - Barreirinhas |
CURIOSIDADES
Os Lençóis Maranhenses já serviram de cenário para grandes produções como "Vingadores: Guerra Infinita" (Marvel), que usou as dunas para criar o planeta Vormir, e filmes brasileiros como "Betânia" (2025), "Casa de Areia" (2005), "A Ostra e o Vento" (1997) e algumas novelas como "O Clone"(2001), "Da Cor do Pecado" (2004) e "Cordel Encantado" (2011).
E ao chegar, encontramos o refrigerante maranhense, o Guaraná Jesus. Um sabor peculiar de bala 7 belo com canela, não agrada meu paladar, mas é o sucesso de vendas entre os locais.
Depois de um dia longo de viagem e devidamentess instalados na nossa hospedagem, fomos dar uma voltinha em Barreirinhas, para nos situarmos. A noite estava bem agradável, eles são muito receptivos aos turistas, a comida deliciosa e com preço bem justo e música boa nos bares e restaurantes. Achamos o vilarejo bem agradável.
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| Barreirinhas - Lençóis Maranhenses |
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| Barreirinhas - Lençóis Maranhenses |
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| Barreirinhas - Lençóis Maranhenses |
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| Barreirinhas - Lençóis Maranhenses |
Agora estávamos prontos para curtir esse roteiro incrível dos Lençóis Maranhensses.
CIRCUITO LAGOA AZUL
Começamos o dia com passeio do circuito lagoa azul, que é um dos mais famosos dos Lençóis Maranhenses. Nosso guia nos buscou na porta do hotel. Como estávamos na pandemia, escolhemos sempre passeios privativos, com a chance de contato mínimo com outras pessoas. O passeio sai de Barreirinhas e dura a manhã inteira. É importante salientar que cada passeio que se faz nos Lençóis, embora com o mesmo nome, pode ter paisagens e lagoas completamente diferentes, pois a paisagem, é dinâmica e as lagoas mudam com o vento e intensidade das chuvas. Nosso guia de hoje foi o Matheus David que pode ser seguido e contactado no Instagram @matheushdavid.
Nesse dia conhecemos a Lagoa dos Toyoteiros, a Lagoa do S, a Lagoa das Esmeraldas, a famosa Lagoa Azul (que dá nome ao passeio) e a Lagoa da Preguiça.
À tarde fizemos o circuito Lagoa Bonita. Acho que foi um dos passeios mais belos nesse roteiro. Nele tem uma subida íngreme de 30 metros (com ajuda de uma corda e de escadarias rústicas), mas que nem lembramos ao chegar ao topo e nos deslumbrarmos com a vista das dunas. Lá na subida tem uma pequena aldeia com venda de artesanato e de comidinhas como tapioca. Aqui asssistimos a um pôr do sol indescritível de tão bonito.
Visitamos nesse passeio a Lagoa do Maçarico, Lagoa do Clone (onde foi filmada à novela), Lagoa do Descanso e finalmente a Lagoa Bonita. Depois esperamos pelo deslumbre do pôr do sol.
ATINS
No dia seguinte, fizemos o passeio para Atins, que acontece em um carro 4x4 por uma trilha de aproximadamente 1h30 com uma parada no pequeno vilarejo de Atins, onde chegamos ao mar. Em seguida, seguimos por mais uns 30 minutos até o Canto de Atins, de onde fomos visitar as lagoas da época (Lagoa Tropical e Lagoa da Gorjeta). No retorno paramos para almoçar no Restaurante do Sr Antonio
Atins significa em tupi "gaivota pequena" e o local é cheio desses pássaros. Também podemos ver um pequeno pássaro chamado de Manguary por aqui.
SANTO AMARO
No nosso terceiro dia nos Lençóis Maranhenses fomos conhecer Santo Amaro. O passeio de Santo Amaro também é feito em um carro 4x4 pelas dunas. O lugar tem lagoas belíssimass e é referência do filme "Casa de Areia". Na ida, paramos no restaurante para reservar o almoço e depois do passeio, retornamos para desfrutar calmamente do almoço delicioso no Dunas Bistrô, com o simpático Mauro, proprietário do empreendimento. Esse passeio dura o dia inteiro e retornamos para a pousada no final da tarde.
Conhecemos as lagoas do Cajueiro, da Andorinha/Maçarico, as Gemeas, a duna da Gaivota, o circuito Betania. O guia que nos acompanhou nesse dia incrível foi o Ismael.
O trajeto para Santo Amaro é mais tranquilo, com estrada asfaltada. Não havendo necessidade de balsas ou lanchas. No período das cheias (de janeiro a inicio de junho) muitas vezes o trajeto por terra para Santo Amaro é interrrompido pelas águas.
CIRCUITO CABURÉ
Na nossa última manhã nos Lençóis Maranhenses fizemos o circuito Caburé (pois a gente não podia vir e não ver os macaquinhos). São 46Km percorridos em uma lancha do tipo voadeira. Primeiro paramos no Povoado de Vassouras onde tem uma aldeia com os famosos macaquinhos e depois fizemos uma caminhada nas dunas (únicas quentes) e com uma subida íngreme (com ajuda de uma corda). Depois paramos no Farol Preguiças, no vilarejo de Mandacarú, que permite contemplar a vista de toda a região das praias. A última parada foi na praia de Caburé, que na verdade é uma península entre o rio e o mar. Esse foi o único passeio que achei fraquinho. Talvez a gente não devesse ter deixado ele para o último dia, depois de ver tanta coisa tão mais bonita. Os macaquinhos foram uma decepção. Achamos o lugar desorganizado, diferente de todos os outros que conhecemos nos dias anteriores. E também achamos o lugar muito cheio. Mas viajar é isso, a experência precisa ser completa, não é?







































































































































































































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