BRAGA E GUIMARÃES
Depois de um dia incrível na Cidade do Porto, fizemos um bate e volta ao berço de Portugal e fomos conhecer Guimarães e Braga. De Porto até Guimarães são apenas 55 Km e de Guimarães até Braga são mais 25 Km.
Esse foi nosso trajeto do dia
Placa da cidade de Gondim
A extinta freguesia de Gondim, tinha uma área de 1,38 Km2 e dois mil habitantes. Ela foi extinta em 2013, e junto com outras pequenas freguesias do entorno, passaram a constituir a Freguesia Castelo da Maia.
Como todo pequeno vilarejo, Gondim tem a sua igreja.
Gondim
Gondim
Centro cultural de Gondim
Brasão da Freguesia de Gondim
Depois dessa rápida visita à Gondim, seguimos nosso plano original, rumo à Guimarães. Guimarães é uma cidade histórica, que existe desde de meados do século X, de grande importância para Portugal. Ela carinhosamente considerada a terra natal de Portugal. Foi lá que nasceu Afonso Henriques. Dom Afonso Henriques era filho do Conde Dom Henrique e da sua esposa, D. Teresa. Esse menino, no futuro, iria desafiar sua mãe, e romper com reino de Leão e Castela, conquistar a independência de Portugal e unificar os territórios que estavam sob domínio árabe, tornando-se o I Rei de Portugal.
Guimarães é muito rica em história medieval, possui um agradável centro histórico com ruelas e praças ladeadas por edifícios do século XV.
Ao chegar nessa linda cidade medieval, encontramos um amplo local de estacionamento bem próximo ao castelo e então fizemos toda a visita da cidade à pé.
O primeiro local de interesse era o complexo que envolve o Castelo de Guimarães (uma das 7 maravilhas de Portugal) e o Paço dos Duques de Bragança. O ingresso combinado para os 2 locais custa 6 euros (comprando separadamente um custa 5 e outro 2). O castelo fica no topo do Monte Latito ou Colina Sagrada de Guimarães. Além desses dois pontos, o monte também abriga a Igreja de São Miguel.
O primeiro registro desse castelo data do Século I, ano de 958, mas acredita-se que a estrutura devia ser bem simples e foi sendo modificada através dos anos. No início era uma estrutura meramente defensiva e por volta do século XV passou a abrigar a cadeia municipal. Em 1881, o castelo já foi reconhecido como Patrimonio Histórico Nacional. Desde sua última reforma, em 1986, encontra-se aberto à visitação pública. De acordo com registros históricos, nesse castelo nasceu e foi batizado o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Ao lado do Castelo, fica o Paço dos Duques de Bragança ou simplesmente Paço dos Duques. O imponente palácio do século XV exibe uma exuberante coleção de móveis e tapeçaria do século XVII. O palácio foi restaurado em 1940 e provavelmente ficou mais grandioso do que era originalmente.
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
Dentro do castelo é possível andar pelas muralhas e subir na torre. Mesmo não sendo um passeio tão empolgante, a visitação por apenas 2 euros, vale a pena, por se tratar de uma das 7 maravilhas de Portugal.
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
Igreja de São Miguel
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Paço dos Duques
Depois de visitar esses monumentos fomos percorrer os arredores. Ainda no terreno do Monte Latito, descemos pelo Largo Martins Sarmento em direção ao Largo do Carmo e encontramos a estátua de D Afonso Henriques, o Afonso I (Rei de Portugal). Aos pés da estátua está um Brasão do Brasil em homenagem ao Rei.
Monte Latito - Guimarães
Estátua de D. Afonso Henriques (Afonso I de Portugal)
Homenagem ao Rei Afonso I de Portugal ao Brasil
E claro, que ninguém é de ferro, paramos para um lanchinho no Largo Martins Sarmento.
Guimarães
Uma tosta mista
Largo Martins Sarmento ou Largo do Carmo- Guimarães
Busto de Martins Sarmento - Francisco Martins de Gouveia de Morais Sarmento (que deve ser parente do meu marido), foi um notável arqueólogo e escritor português (1833-1899).
Largo do Carmo
Largo do Carmo
Seguindo em direção ao Centro Histórico de Guimarães, do lado direito do Largo da Carmo, está a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que foi construída junto com o seu convento em 1685. Quando as ordens religiosas foram oficialmente extintas em Portugal, o lugar passou a ter função militar. Desde 1863 passou a ser o Lar de Santa Estefânia, e até hoje cumpre sua função social, com projetos para a infância e adolescência. A visita ao interior da igreja custa apenas 1 euro. Eu sempre acho que visitar igrejas vale a pena. Sempre acho que tem coisas lindas pra oferecer e não me arrependi.
Entrada do Lar de Santa Efigênia
Lar de Santa Efigênia
Convento de Santa Clara, que hoje sedia a Câmara Municipal
Igreja do Carmo
E então seguimos rumo ao Centro Histórico, pela estreita Rua de Santa Maria, que é uma das mais antigas ruas da cidade. Essa rua era a principal comunicação entre o Castelo de Guimarães (Vila de Cima) e o antigo Convento de Santa Clara (Vila de Baixo), onde hoje funciona a Câmara Municipal da cidade.
Nessa rua, no número 68, fica a Casa Costinhas, que vende os doces mais famosos de Guimarães. Como visitamos durante a pandemia, estava fechada e não nos chamou atenção, mas fica a dica de não deixar de conhecer.
Rua de Santa Maria
Rua de Santa Maria (casa do arco - Rua de Santa Maria, 52)
No final da rua de Santa Maria fica a Praça de São Tiago. Achei o lugar espetacular e convidativo. Dizem que o apóstolo São Tiago, teria colocado uma imagem de Maria num templo pagão que ali existia e ali passou a ser um ponto de passagem de peregrinos. Na Idade Média, os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, se reuniam aqui. Atualmente, a praça tem vários restaurantes, que ocupam o pátio da praça.
Praça de São Tiago
Praça de São Tiago
Praça de São Tiago
Antiga Câmara Municipal, atual Paço dos Concelhos - que fica do lado oposto da Praça de São Tiago.
Passando do Paço dos Concelhos em Portugal se escreve mesmo com C e não com S), chegamos no Largo da Oliveira, o centro da Vila Primitiva de Guimarães. Ali encontramos a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e um monumento de formato diferente, o Padrão do Salado, que foi construído em 1340, para celebrar a vitória dos portugueses contra os Mouros. Pertinho do monumento, vê-se uma oliveira, que dá nome ao largo.
Largo da Oliveira - Padrão do Salado
Igreja Nossa Sra da Oliveira (Capela de São Nicolau)
Existe a lenda de que uma oliveira foi plantada nesse largo, em frente à igreja, mas a árvore não resistiu, secou e morreu. Então, em 1342, um comerciante de Lisboa que passava por ali, fincou uma cruz no local da antiga árvore. E, para surpresa de todos, a árvore seca renasceu! O milagre do renascimento da árvore serviu inclusive para dar nome à igreja (Nossa Senhora da Oliveira). Essa árvore que hoje está lá, não é a original. A árvore milagrosa foi retirada do largo em 1870 e só em 1985 uma nova árvore foi plantada no local.
Oliveira do Largo da Oliveira
Centro histórico de Guimarães
Ainda no centro da cidade, chegamos ao Largo do Toural, uma das praças mais importantes de Guimarães. O local foi construído no século XVII, fora dos muros da cidade, e servia como mercado de venda de bois e outras mercadorias. Lá ficava a porta mais importante da muralha que dava acesso à cidade de Guimarães. É nessa praça que fica a Basílica de São Pedro.
Basílica de São Pedro e Largo do Toural
Praça da Alameda
Detalhe da estátua da Praça da Alameda
Ao lado da Alameda existe ainda um trecho preservado da muralha medieval da cidade. Nele está a famosa frase que indica que Guimarães foi o berço de Portugal: "Aqui nasceu Portugal!".
Ainda sobre Guimarães: a cidade tem 2 grandes festas e quem tem disponibilidade por aproveitar pra ir nesse período. No final de julho acontecem as Festas Gualterianas (em homenagem ao padroeiro da cidade - São Gualter). Em novembro acontecem as festas Nicolinas. No dia 29 de novembro (noite mais longa do ano em Guimarães), acontece o "Pinheiro", que é um cortejo movido ao som de tambores, que entra pela madrugada.
Em Guimarães não fomos ao Monte da Penha com o teleférico, para visitar o Santuário da Penha. Não vimos o jardim do Largo da Republica e a a Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos. Não comemos os tradicionais doces da Casa Costinhas. Não conseguimos visitar os museus históricos: (1) Museu de Alberto Sampaio - onde estão peças sacras que foram retiradas de várias igrejas da cidade e, (2) Casa da Memória de Guimarães, destacando a importância histórica da cidade. Claro que de uma próxima vez, iremos fazer tudo isso.
E bora seguir pegando a estrada pra desbravar esse país maravilhoso? O objetivo agora era chegar e conhecer Braga, com o que nos restava desse dia lindo. Saímos de Guimarães por volta de 13:30h e percorremos os 25Km que a separam de Braga, em direção ao Norte de Portugal.
Caminho entre Guimarães e Braga
E eis que encontro a indicação da cidade da família de minha avó Paterna
Braga é a cidade mais antiga de Portugal. A capital do Minho. Famosa pelo turismo religioso. Uma cidade jovial e animada, com muito a oferecer. É a terceira cidade com melhor qualidade de vida de Portugal.
Iniciamos nosso passeio em Braga pelo cartão postal da cidade: O Santuário do Bom Jesus do Monte ou Bom Jesus de Braga. Esse local é um santuário católico no estilo barroco e um dos lugares mais incríveis para se visitar em Braga, que foca a 6 km do centro hisstórico da cidade.
Esse santuário é constituído por uma igreja e uma escadaria paisagistica onde se desenvolve a via sacra do Bom Jesus, tem ainda alguns hotéis de luxo, restaurantes, uma área de jardins e de mata e um funicular. Ele está classsificado como Monumento Nacional e foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2019. Há vestígios de uma construção de pequenas igrejas no alto da colina no s[eculo XIV, quando o local se tornou destino de peregrinações e devoções. A construção da Basílica foi iniciada em 1722 e concluída em 1811. As escadarias vencem um desnível de 116 metros e foram e são divididas em 3 partes diferentes. A escadaria do pórtico possui o brasão do arcebispo responsábel pela sua construção e as primeiras capelas da Via Sacra do Bom Jesus. A escadaria dos cinco sentidos possui cinco lances de escadas intervaladas por patamares com fontes de alegoria aos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Essas fontes são precedidas pela "Fonte das cinco chagas". Por fim, a escadaria das três virtudes que possui três fontes dedicadas ás virtudes teológicas; Fé, Esperança e Caridade. A escadaria possui um total de 581 degraus e culmina no Terreiro de Moises, onde está a fonte do pelicano e a estátua de São Longuinho (aquele pra quem a gente promete os 3 pulinhos quando perde alguma coisa).
Basílica do Bom Jesus do Monte
Jardins da Basílica do Bom Jesus do Monte
Santuário do Bom Jesus do Monte
Basílica do Bom Jesus do Monte
Terreiro de Moisés na escadaria do Santuário do Bom Jesus
Escadaria do Santuário do Bom Jesus
Escadaria do Santuário do Bom Jesus
Escadaria do Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus (e lá no fundo a estátua de São Longuinho, no cavalo - acho que depois desse encontro eu não vou perder mais nada.)
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Basílica do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Escadarias do Bom Jesus
Escadarias do Bom Jesus
Escadarias do Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Santuário do Bom Jesus
Nós estacionamos no Santuário e descemos e depois subimos as escadarias. Dá pra fazer com calma, tem lugar pra descansar e tem muita coisa pra se obervar e fotografar nas fontes e nas estátuas. Amamos o passeio.
O Santuário do Bom Jesus abre diariamente das 8 às 18h (no inverno) e das 8 às 19h (no verão). O funicular funciona das 8:55h ás 19:55h.
Ainda na mesma rua, fomos à Fonte do Ídolo (ou Tanque do Quintal do Ídolo), que é um antigo monumento da época da invasão romana. Pois Braga inicialmente foi fundada pelos romanos, no século XVI a.C. e se chamava Bracara Augusta. A fonte do ídolo foi construída no século I e era um santuário dedicado a um deus local, chamado Tongoenabiago. Ele é o único monumento romano que sobreviveu ao tempo na cidade.
Quando a gente desceu do Santuário, foi encontrar com a querida Cris Stilben do incrível program disponível no streaming Cris Pelo Mundo (@crispelomundo). A Cris é brasileira e mora com a família em Braga. Sempre gostei de acompanhar as viagens dela e não podia perder a oportunidade de
conhecê-la pessoalmente. Tomamos um café e ela nos deu dicas incríveis do que conhecer no centro histórico de Braga.
Placa com os principais ponto turiticos do Centro Hitórico de Braga - e é tudo pertinho e dá pra fazer andando.
Começamos pelo Palácio do Raio ou Casa do Mexicano, que é propriedade da Santa Casa de Misericórdia. É um dos edifícios que mais chama atençao no centro de Braga e é classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1956. Atualmente é um museu (centro interpretativo das memórias da Misericórdia de Braga), mas na pandemia estava fechado e não foi posssível visitar.
Palácio do Raio
Palácio do Raio
Também vimos a Capela de Nossa Senhora da Conceição (também não foi posssível visitar), que foi construída em 1525 e integra o conjunto da Cassa dos Coimbras (era a capela do palacete). Disseram que as paredes laterais da capela são lindas e revestidas de azulejos que contam a história da criação do mundo.
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Fonte do ìdolo
A Igreja de São Marcos faz parte do complexo do complexo da Santa Casa de Misericórdia e também é conhecida como a igreja hospital. Foi consstruída no século XVIII. Dizem que as relíquias do apóstolo São Marcos encontram-se nesta igreja.
Igreja de São Marcos
Fonte do Largo
Em frente a Igreja de São Marcos está localizao o nome da cidade para fotos.
A Igreja da Santa Cruz (Braga) foi construída no século XVII, em estilo barroco, possui uma linda talha no seu interior, que estava em recuperação quando fomos lá.
Igreja da Santa Cruz
A Sé de Braga teve sua construção iniciada em 1128. Infelizmente, na pandemia, nao pudemos conhecer bem o local. Mas resta a oportunidade de voltar por lá.
Sé de Braga
Sé de braga
Então continuamos nosso passseio pelo centro de Braga, chegando ao Arco da Porta Nova, que marca a antiga entrada das muralhas medievais da cidade (nunca foi uma porta real), mas servia como portal simbólico.
Arco da Porta Nova
Arco da Porta Nova
O Campo das Hortas é uma praça super agradável da cidade de Braga, que possui em seu centro uma fonte (um chafariz) contruído em 1594, sendo posteriormente desmonatda e remonatda novamente em 1914, no local atual.
Campo das Hortas
Passamos também na frenet do museu dos Bicainhos, mas não foi possível visitar. O palácio leve esse nome em alusão aos trabalahdores vindos da província de Biscaia que se instalaram lá para trabalhar na valorização urbanística de Braga.
Museu dos Biscainhos
A Praça do Município fica no centro histórico da cidade, e antes era conhecida como Praça dos Arcebispos, aqui se instalavam os grandes mercados e feiras da cidade.
Praça do Município
Jardins de Santa Barbara
Jardins de Santa Bárbara
Jardins de Santa Bárbara
Centro Histórico de Braga
E para finalizar esse dia incrível, fomos conhecer a pastelaria mai antiga de Braga, a Frigideiras do Cantinho, fundada em 1796, conhecida pelas autênticas frigideiras de Braga (um folhado de carne moida) que é muito gostoso.
As frigideiras do Cantinho
Frigideiras do Cantinho
Quer um conselho? Se puder, fique um dia inteiro em cada uma. É possível ver Guimarães e Braga em um só dia, mas perde-se um bocado.
Há 14 Km de Guimarães, está a Citânia de Briteiros, um espaço arqueológico céltico, situado no alto do Monte São Romão, um povoado típico pre-romano, com vestígios da Idade do Bronze. É permitida a visitação. Mas a gente só descobriu a existência desse lugar quando fiz as pesquisas para escrever aqui no blog, de uma próxima vez, iremos conhecer.
Vamos voltar para descansar no nosso hotel no Porto, que amanhã tem mais aventuras.
Citânia de Briteiros







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