Em fevereiro de 2026, no meio do carnaval, resolvemos ir conhecer esse lugar, que era um mistério pra mim e se revelou um lugar incrível. Sempre tem aqueles lugares que a gente enxerga como uma viagem de aventura. E este era um dos que estava na nossa lista. Passamos 12 dias no total (desses, 4 dias foram dedicados a ir ao Salar do Uyuni, na Bolívia - e tem um post todinho dedicado à essa parte do roteiro).
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| A gente, um aeroporto e um sonho. |
Já tínhamos ido ao Chile, mas não coube no roteiro a oportunidade de me aventurar no Atacama. O Chile é um país com uma geografia peculiar e diversificada. É longo e estreito e está situado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. Ele possui áreas de deserto (como o Atacama, ao norte), áreas de clima temperado (como na capital: Santiago) e áreas de geleiras (na Patagônia - ao Sul) - ao todo são 14 biomas diferentes.
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| Localização de San Pedro do Atacama |
Para esse destino tão diferente, sabíamos que teríamos os desafios do clima, da alimentação e principalmente da altitude. E a altitude realmente se mostrou um grande desafio. Não vamos romantizar a viagem. Realmente é preciso cautela e preparo físico. Respeitar os limites do corpo é essencial nesse roteiro. Ter calma para aclimatação à altitude, alimentação correta e boa hidratação se mostraram passos essenciais para o sucesso. Dessa vez somos 3 casais, unidos pelo sonho de conhecer um lugar pouco convencional. Vou contar pra vocês tudinho com detalhes, incluíndo os perrengues e dificuldades. Se quiser saber um pouco mais como evitar os males da altitude, checa aqui.
Roteiro resumido:
Dia 1: Saída do Recife
Dia 2 - Chegada em San Pedro de Atacama - aclimatação + Vale de la Luna
Dia 3 - Lagunas Escondidas + Termas de Puritama
Dia 4 - Vale do Arco Íris + Laguna Cejar
Dia 5 - Bolívia - deslocamento no deserto boliviano
Dia 6 - Bolívia -deslocamento no deserto boliviano
Dia 7 - Bolívia - Salar Uyuni
Dia 8 - Bolivia - deslocamento no deserto boliviano (retorno ao Chile)
Dia 9 - Geyser El Tatio + Vallecito e Magic Bus
Dia 10 - Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas
Dia 11 - Rota dos Salares + Tour Astronômico
Dia 12 - Retorno para Recife
Fiz a contratação de todos os passeios com a Fuigostei. A empresa é especializada em roteiros pela América do Sul. Muita gente tinha falado pra deixar pra contratar tudo lá, no local, depois de ver as agências. Não me arrependi de ter contratado antecipadamente. Claro que existem outras agências e tudo depende do seu estilo de viagem, mas conosco, tudo funcionou. Eles tem um pequeno ponto de apoio na Rua Caracoles (rua principal de San Pedro de Atacama), que tem apenas um funcionário e que nem sempre está de bom humor, mas a maior parte do contato é pelo WhatsApp, com brasileiros e o atendimento foi bom desde o primeiro contato. Parte dos passeios foram pagos no momento da contratação, ainda no Brasil. O pagamento restante precisava ser feito antes do início dos passeios, então foi um dos primeiros lugares que passamos pra garantir que tudo estava certinho.
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| FuiGostei trips, na Rua Caracoles. |
Ficamos hospedados no Hotel Jireh. Bem localizado. Ficava em uma rua transversal à Rua Caracoles, são literalmente 5 minutos caminhando (350m). Os quartos são confortáveis, banho com água quente, café da manhã delicioso (embora a gente quase não tenha aproveitado, porque os passeios saíam muito cedo), pessoal muito prestativo e tinha piscina (que também não chegamos a usar). Ponto a observar, o quarto não tinha aquecimento e nem ar condicionado. As janelas tinham duplo isolamento e a cama tinha cobertas bem quentinhas. Mas na época que fomos, não precisamos da calefação e só precisamos ligar o ventilador uma única vez. Quando fomos à Bolívia, nossas malas grandes ficaram guardadas no hotel e não houve cobrança adicional por isso.
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| Área de convivência do Hotel Jireh |
O nosso vôo foi pela LATAM. Voamos de Recife para São Paulo. Depois de São Paulo para Santiago e, por fim, de Santiago para Calama. É muito importante escolher o aeroporto de Calama (El Loa ou CJC) como destino final. Cuidado pra não escolher o aeroporto de Copiapó (CPO) que também aparece no momento da compra da passagem, mas esse é muito distante e não vai fazer você chegar a San Pedro de Atacama. Calama fica a 100Km de San Pedro de Atacama, o que dá mais ou menos 1 hora de transfer ou de carro. Nós contratamos o transfer Pampa. Existe a possibilidade de transfer privativo ou coletivo. Devido à grande diferença de preço, optamos pelo coletivo. A van era bem espaçosa e foram muito pontuais, tanto na ida como na volta. Mas existem outras empresas semelhantes, como a transVip.
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A moeda local é o peso chileno e em San Pedro de Atacama tem uma ruela (transversal da Caracoles) que tem várias casas de câmbio. Mas não esperem uma casa convencional de câmbio. Não precisa apresentar nenhuma identificação pra trocar o dinheiro. Trocamos Dólares por Pesos Chilenos e Reais por Bolivianos. Em todos os lugares da cidade se aceita o Wise, exceto na agência local da Fuigostei, onde só pudemos pagar em espécies (Peso Chileno - a parte do Atacama) e Dólares (a parte da Bolívia). O detalhe é que a nota de dólar tinha que ser nova, sem amasssos, sem rasgos, sem carimbos e sem riscos, ou o funcionário não aceita. A cotação das casas de câmbio de San Pedro eram bem favoráveis.
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| Ricos de bolivianos e pesos chilenos! |
As tomadas chilenas são de 3 pinos alinhados e o padrão brasileiro de 3 pinos não encaixa. Todas de 220V com frequência de 50 Hz.
A melhor surpresa pra mim foi a comida. Os restaurantes da Rua Caracoles são maravilhosos e a comida é gourmet. Tudo muito bom. Especial destaque para o restaurante Adobe e a pizzaria El Charruá.
San Pedro de Atacama, no norte do Chile, é a principal cidade que as pessoas utilizam de base para visitar o deserto mais árido do mundo - o Deserto do Atacama. A Vila é bem pequena e rústica, com ruelas de barro vermelho, parecendo um cenário de filme do Velho Oeste. Ah! E está a 2.400m de altitude. O clima é desértico - muito frio logo cedinho e à noite e muito quente ao longo do dia, além de muito seco. A gente precisou abusar do protetor solar e do protetor labial. Nessa época do ano (fev/mar) a amplitude térmica não ajudou muito. A temperatura variava de -5ºC a 35ºC num mesmo dia. Era a época do inverno altiplânico. Então, no final das tardes, sempre chovia no deserto. E era uma verdadeira tempestade com raios cortando o céu perigosamente!
Rua principal de San Pedro de Atacama - a Caracoles
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| Mapa de San Pedro de Atacama |
Agora vamos ao que interessa e que todo mundo quer saber. Conta os detalhes dessa viagem logo!!!
Chegamos em Calama às 6h40 e nosso transfer já estava nos esperando no saguão do aeroporto. Em cerca de 1h20 já estávamos fazendo o check in no nosso hotel. Importante: o check in dos hotéis só é permitido a partir das 14h, mas como a gente sabia que ia chegar cedo e precisava dormir para se aclimatar, pagamos a diária da véspera e avisamos ao hotel que a gente só ia chegar pela manhã (para evitar o no show). Então chegamos, tomamos um excelente café da manhã e fomos dormir. Combinamos de sair às 13h para almoçar e seguir para o nosso primeiro passeio. A temperatura do quarto estava bem amena, depois de um bom banho, descansamos bem pra começar as aventuras no Atacama.
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| O amanhecer no deserto - ainda dentro do transfer. |
No nosso primeiro almoço, a gente ainda não tinha a referência da comida e então procuramos por um lugar que parecesse ter um pouco mais de gente. Por sorte, entramos no Adobe. Comida maravilhosa, com preço justo e um rapaz tocando música chilena de qualidade. Optamos pelo llomo al pobre e de sobremesa, comemos um brownie com sorvete de coca, que estava incrível.
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A nossa experiência gastronomica no Adobe. Llomo a lo pobre e um brownie com sorvete de coca
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| Em relação ao sorvete de coca: uns comem, outros preferem cheirar (brincadeirinha!!!) Estava uma delícia. |
Recebemos a mensagem da Fuigostei e nos dirigimos ao ponto de encontro do passeio. Mas, antes de iniciar o passeio ainda deu tempo de conhecer a melhor sorveteria da cidade - a Heladeria Babalú com seus sabores diferentes. Virei fã dos sabores flor del desierto e pera de Pascua (é com U mesmo).
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| Heladeria Babalú na Rua Caracoles |
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| Destaque para os sabores Flor del Desierto e Pera de Pascua |
Valle de La Luna
O deserto do Atacama está localizado entre as Cordilheiras dos Andes (que impede que a umidade vinda da Bolívia chegue) e a Costeira (que separa e impede que a umidade do Pacífico atinja o local), e ainda possui 2 outras cordilheiras, a do Sal e a Domeyko. Esses paredões de pedra, impedem a chegada da umidade ao local, o transformando no deserto mais árido do mundo.
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| Para entender melhor por onde andamos |
O Valle de da la Luna fica a 13Km de San Pedro de Atacama e tem esse nome porque suas formações rochosas se assemelham muito à lua (eu achei mais parecido com as fotos que já vi do Planeta Marte). Esse passeio é feito à tarde para permitir a observação de um belo por do sol. O Valle de la Luna está localizado na Cordilheira do Sal. Lá podemos observar os diferentes minerais que compôem o solo (sal, gesso, argila). Claro que provei, pra ver se era salgado mesmo.
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| Valle de La Luna |
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| Valle de La Luna |
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| Valle de La Luna - a impressão é a de que estamos em outro planeta. Aqui não existe nenhum tipo de vida. E vê-se que as nuvens pesadas de chuva começavam a se formar. |
Por ter uma altitude semelhante a San Pedro de Atacama (2.300m) é o passeio de entrada da maioria das viagens do Atacama. Passamos pelas grandes dunas de areia, avistamos o Anfiteatro Romano, mas aí começou a se formar a tempestade com raios assustadores. Esse passeio tem uma pequena subida de uns 150m, que pode ser considerada íngreme para os que não estão com um bom preparo cardiovascular. Nossa amiga sentiu bastante a subida e começou o perregue de sentir o famoso mal de Soroche ou mal da altitude. Chegando ao topo, ela sentou e descansou, mas mesmo assim ficou se sentindo cansada o resto do dia.
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| Formação rochosa chamada de Anfiteatro Romano |
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| Essa parte branca que está entre a terra, é sal - em forma de pedra e em forma de cristal semelhante ao quartzo. |
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| Tempestade que começava a cair no Valle de La Luna. |
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| É preciso respeitar as regras locais e não é permitido caminhar fora das trilhas. |
A gente achou incrível a história de chover no deserto e a chuva atrapalhou um pouco nosso passeio. Mas, ao mesmo tempo, o guia explicou que normalmente a paisagem é toda da cor da terra, mas quando chove, a terra sai e conseguimos ver o branco do sal. Então, graças à chuva, tivemos uma paisagem autêntica. Nossa próxima parada foi nas 3 Marias. Uma formação rochosa natural que lembra estátuas da Virgem Maria. Mas devido à chuva, não foi possível descer. Eram 3 Marias inicialmente, mas a terceira foi quebrada por turistas que não respeitavam o lugar e subiam na pedra.
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| As 3 Marias (mas agora só restam 2) |
Depois disso paramos numa reserva de extração de sal. Atualmente não se extrai mais sal dela. Essa atividade ficou muito cara e a região abandonou o extrativismo do sal, passando a viver basicamente do turismo.
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| Valle de La Luna |
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| Valle de La Luna - o branco é sal (que apareceu depois de a terra ser lavada com a chuva) |
No retorno vimos o Vulcão Licancabur e seu irmão o Juriquez. O Chile possui cerca de 2000 vulcões, sendo o páis que possui maior atividade vulcânica no mundo (cerca de 90 ativos). O Licancabur é famoso por possuir uma imensa lagoa em sua cratera. Ele é um vulcão considerado semi-ativo, e tem sua atividade monitorada constantemente.
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| Vulcões Licancabur e Juriquez. |
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Nós e os vulcões
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| Só pra mostrar os raios durante a tempestade |
Com a chuva, não foi possível ver o prometido por do sol maravilhoso, mas curtimos um lanchinho com pisco sour lá na entrada do Valle. O guia deste passeio chamava-se Fabian e ele era excelente.
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| Lanchinho no Valle de La Luna |
Na volta para a cidade, caminhamos um pouco pelas ruas encharcadas da chuva e nossa amiga foi descansar, não conseguiu nem sair pra jantar. O restante do grupo chegou no final da tarde saímos juntos para jantar depois de ver um belo por do sol na cidade.
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De volta a San Pedro de Atacama
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| A Rua Caracoles depois da tempestade |
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| Também é possível fazer passeios mais radicais por aui - Sandboard, Bike, subidas em vulcões. |
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| Ninguém esperava um belo por do sol em San Pedro de Atacama depois da tempestade que caiu |
Jantamos num restaurante simples que tinha um cheiro muito bom e ficava na mesma rua do nosso hotel: Las delicias de Carmen. Lugar simples com comida caseira e bem servida, com preço mais do que justo. As porções eram enormes!!!
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| Las delicias de Carmen - lugar simples com pratos muito bem servidos, comida gostosa com preço justo. |
Ah! A gente tinha o famoso tour astronômico, mas foi cancelado e remarcado, por causa do mau tempo.
Lagunas Escondidas de Baltinache
Esse passeio sai de manhã por volta das 7h30. Foram nos buscar no hotel. A gente não conseguiu tomar o café da manhã no hotel, mas recebemos um kit com uma caixinha de suco e uma barrinha de cereal. Nossa guia parou na padaria francesa famosa do Atacama, a Franchuteria, para comprar a melhor baguete francesa para o nosso café da manhã e seguimos para o passeio.
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| Grupo completo - partimos para um novo passeio no Atacama |
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| Aqui é a Franchuteria. Parece distante, mas era uma caminhada de 15 minutos do nosso hotel. |
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| No caminho, passamoss pelo Valle de La Muerto - que parece ainda mais com o Planeta Marte. |
A primeira parada foi na llama de 2 cabeças, para o café da manhã. É uma construção de pedras (que é uma representação moderna de um petroglifo pre-colombiano) que simbolizada uma llama dando a luz (por isso 2 cabeças) e é a representação da fertilidade e vida. Ela fica na região de Hierbas Buenas, no caminho para as Lagunas Escondidas de Baltinache.
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| vista aérea da Llama de duas cabeças - a gente não tinha nem noção do que era. |
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| Parada para o café da manhã na Llama de duas cabeças |
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| Parada para o café da manhã na Llama de duas cabeças |
As lagoas estão a cerca de 1 hora de San Pedro de Atacama e o caminho até lá é chamado de Ruta de la Paciencia (45Km na estrada de cascalho). As lagunas ficam entre 2.300 e 2.500m de altitude. Nesse passeio a gente precisa pagar o valor da entrada do parque, que não está inclusa no pacote (10.000 CLP por pessoa). O passeio consta de uma caminhada bem leve entre as lagoas. A guia explicou um pouco sobre a formação e conservação das lagoas. Ao todo são 7 lagoas, mas apenas 1 delas estava liberada para banho. As cores e tamanhos das lagoas mudam com a época do ano, de acordo com as chuvas. A gente vê diferentes tipos de rocha de sal e consegue ouvir o barulho da acomodação dos cristais de sal (mas tem que fazer muito silêncio pra conseguir ouvir...). Você sabia que os únicos lugares do mundo que possuem lagoas com concentração de sal tão alta que faz o corpo flutuar são o Chile, o Egito, a Jordânia e Israel?
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| Lagunas Escondidas de Baltinache |
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| Lagunas Escondidas de Baltinache |
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| Lagunas Escindidas de Baltinache - tudo isso é sal. |
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| Lagunas Escondidas de Baltinache - mais sal |
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| Lagunas Escondidas de Baltinache |
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| Lagunas Escondidas de Baltinache |
Na última lagoa, tivemos a experiência da flutuação. É fantástico. Não é permitido usar protetor solar, hidratante, cremes ou perfumes para a conservação do lugar. Recomenda-se retirar todas as jóias e bijouterias, pois o sal oxida tudo em segundos (inclusive ouro e prata). Não entre com o celular ou relógio. A água é bem fria e temos a sensação de não conseguir respirar por alguns segundos. O corpo se adapta rapidamente e a água fica uma delícia. O recomendado é entrar de costas na lagoa, pois ao entrar, a flutuação é imediata. É inacreditável. O corpo não afunda de jeito nenhum. Não se recomenda molhar a boca, olhos, face e cabelos. Nunca mergulhe! A concentração de sal pode chegar a até 400g/l de água (40%), que é inclusive maior que a do mar morto, que chega até 34%. O tempo máximo permitido na lagoa é de 20 minutos, para não haver danos ao corpo humano.
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| Lagunas Escondidas de Baltinache - prontos para a experiência de flutuação |
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| Lagunas Escondidas de Baltinache - flutuação |
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| Lagunas Escondidas de Baltinahche - flutuação |
Ao sair da lagoa, fazemos um pequeno trajeto caminhando até a área dos chuveiros. E a água evapora rapidamente da nossa pele nesse trajeto, deixando uma grossa camada de sal. Na área dos chuveiros, temos direito a 30 segundos de água para retirar o sal do corpo. Não esqueça de levar toalha para esse passeio. Uma dica importante: Não use a toalha ao sair da lagoa. Pois o sal será transferido para a toalha e quando tomar a chuveirada de água doce, será novamente transferido para o seu corpo...
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| O caminho de volta até a van |
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| A camada de sal que se acumula na pele após sair da lagoa |
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Camada de Sal acumulada na pele após sair da lagoa
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A gente sai da lagoa e faz um pequeno trecho todo sujo de sal, na van, até os chuveiros.
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| Banho de 30 segundos (cronometrados) para tirar o sal da pele após a experiência de flutuação |
A gente achou o passeio incrível e a experiência de flutuação é algo bem diferente.
No retorno, aproveitamos a bela vista da estrada até San Pedro de Atacama.
Termas de Puritama
À tarde, fizemos o passeio das Termas. São termas privadas, que ficam a 30Km de San Pedro de Atacama e a 3.580m de altitude. As termas são formadas ao longo do rio Puritana, que possui águas quentes e ricas em magnésio, cálcio e sódio. As águas entram em contato com material vulcânico, e por isso são naturalmente aquecidas. No percurso do rio foram contruídas 8 piscinas com temperaturas que variam de 28 a 35ºC. O local tem uma vegetação bem legal. O passeio é lindo e as piscinas são bem relaxantes (é verdade que ao sair, o ventinho é bem frio).
A gente chegou um pouquinho antes das 14h e ainda estava fechado. Assim, aproveitamos para tirar umas fotos do lugar.
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| Entrada das Termas de Puritama |
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| Entrada das Termas de Puritama |
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| Fauna da reserva de Puritama |
O local não possui lanchonete. Tem estrutura de banheiro e um local para trocar de roupa. Nos verstiários existem armários, mas eles não fornecem cadeados. Se você tiver um cadeado, o uso dos armários é permitido e gratuito. Não esqueça de levar toalha.
Nós optamos de ir logo para a última piscina (a mais distante) e ir entrando em cada uma dela no percurso de volta. As piscinas mais próximas à entrada, são sempre mais cheias.
Os caminhos para chegar na piscinas das termas de Puritama
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| As diferentes piscinas das termas de Puritama |
Ao chegar, o transporte nos deixa no estacionamento e temos que descer uma ladeira de uns 500m. Faça o percurso lentamente, pois estaremos a mais de 1000 metros acima de San Pedro de Atacama. Algumas agências não aceitam crianças menores de 16 anos em passeios acima de 3.000m, para evitar problemas de oxigenação (elas têm menor capacidade pulmonar). Depois do passeio, precisamos subir essa mesma ladeira até o estacionamento, e é aí que as pessoas esquecem que não devem andar rapido e podem ter problemas. Saia das termas cerca de 30 minutos antes do horário estabelecido pelo seu motorista para o retorno. Assim, você terá tempo de retornar lentamente. Leve um casaquinho, pois o retorno acontece após às 16h30 e nesse horário já tem um ventinho frio. Leve e beba bastante água. Lembre que no local não há estrutura para venda de água ou de lanches. Leve chinelo. Ah! Esse passeio não tem guia, apenas o motorista nos acompanha.
Algumas agencias estacionam ao lado das piscinas e oferecem roupões, mas não achei que valia pagar mais caro para isso.
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| Caminho de volta até o estacionamento - 500m com elevação. |
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Caminho de retorno até o estacionamanto.
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| De volta ao estacionamento - todos sobrevivemos! |
Vocês acreditam que eu encontrei uma amiga de Recife nesse passeio? Aí que a gente vê como o mundo pode ser pequeno.
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| Eu e Helaine - desses encontros que a gente não espera nunca - direto de Recife! |
Na volta desse passeio, andamos um pouco no centrinho de San Pedro de Atacama, fomos fazer um lanchinho no Empório Andino, que serve empanadas e tortinhas deliciosas. Depoi fomos descansar um pouquinho no hotel e seguimos para jantar no nosso preferido: o Adobe.
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| Mais uma descoberta da gastronomia do Atacama |
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| Centro de San Pedro de Atacama |
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| Centro de San Pedro de Atacama |
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| Nosso jantar no Adobe - esse não decepciona! |
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| Jantar no Adobe, San Pedro de Atacama |
E mais uma vez, nosso tour astronômico foi cancelado pelas condições climáticas.
Vale do Arco Íris
No nosso terceiro dia em San Pedro de Atacama. fomos conhecer o Vale do Arco Íris. Um dos passeios mais bonitos, pelo seu colorido natural. Localizado a cerca de 90 Km do centro de San Pedro do Atacama, na Cordilheira de Domeyko, tem seu colorido devido aos depósitos de minerais (cobre, enxofre e ferro) e cinzas vulcânicas. Ele está a 3.300m de altitude e exige uma caminhada leve e fácil. O passeio normalmente acontece cedinho, pela manhã, pois ao amanhecer a cores são percebidas com mais intensidade.
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| Paisagens bucólicas do Deserto do Atacama |
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| Chegamos ao Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris - olha o colorido dessas montanhas! |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
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Vale do Arco Íris - a vida brota nos lugares mais inesperados
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Vale do Arco Íris
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| Vale do Arco Íris |
Nosso Guia de hoje foi o Jefferson. Um rapaz incrível, com bastante conhecimento do local. Ele nos explicou sobre os diferentes minerais encontrados na região e mostrou um lindo cristal de selenita. A selenita é um cristal vitrificado de gipsita, conhecida pela sua alta vibração, e que atua como um poderoso purificador (quimicamente é sulfato de cálcio hidratado). Fizemos uma caminhada entre as montanhas e o guia foi nos explicando cada detalhe do lugar.
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| Com nosso guia - Jeff, no vale do Arco Íris |
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Cristal de Selenita - Vale do Arco Íris
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| Vale do Arco Íris |
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| Vale do Arco Íris |
As fotos nesse lugar ficam incríveis, mas não conseguem captar a beleza natural das cores. O clima estava agradável no início da manhã, mas depois do café da manhã, já começou a esquentar. Sim, todos esses passeios que saem cedinho, tem uma parada para o café da manhã, que normalmente é bem servido e bem gostoso. Os guias sempre dão um aviso bem engraçado pra alertar os egoístas (não tivemos o azar de ter nenhum em nossos grupos): quem não souber dividir, volta caminhando pra San Pedro de Atacama! (HAHAHAHA!). E eles sempre tem muito cuidado pra que resíduos não sejam deixados no local da alimentação (pegam até pedacinhos de comida que caem) para não alterar a fauna e flora do local. Achei isso de uma consciência ecológica incrível.
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| Café da manhã no Vale do Arco Íris |
Depois de comer, o guia nos levou num local de formações rochosas mais diferentes (parece inclusive com o Antelope Canyon, Arizona). Lá ele nos mostrou um pedaço de cerâmica de civilizações antigas. E conseguimos fazer mais fotos sensacionais.
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Vale do Arco Íris - Deserto do Atacama
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| Vale do Arco Íris |
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| pedaço de cerâmica de civilizações antigas - Vale do Arco Íris |
Ao sair do Vale do Arco Íris, fomos até o povoado de Hierbas Buenas, que tem um sítio arqueológico rico em petroglifos. Passamos pelo leito do rio Grande (seco) que é o rio que alimenta San Pedro de Atacama. Entramos pela associação indígena Turi Hualka, que faz a proteção da área para conservação dos petroglifos. São gravuras rupestres que datam de até 1.500 a.C. As figuras retratam animais (as llamas predominam), atividades comerciais, histórias familiares. É um passeio bem interessante. A gente precisa fazer uma subida (que não é íngreme) de uns 100m e uma caminhada de uns 500m.
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| Leito seco do Rio Grande - Deserto do Atacama |
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| Sítio Arqueológico de Hierbas Buenas - Deerto do Atacama |
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| Sítio Arqueológico de Hierbas Buenas |
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| Sítio arqueológico de Hierbas Buenas |
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| Sitio Arqueol[ogico de Hierbas Buenas |
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| O muro é uma coleção de petroglifos no Sítio Arqueológico de Hierbas Buenas |
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| El Muro - Hierbas Buenas |
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| Era assim que representavam uma pessoa (HAHAHA). |
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| Um guanaco! |
Achamos o passeio muito bom. Eu particularmente adoro os passseios em que o guia gosta do que faz e sente prazer em dar as informações do local.
Laguna Cejar e Tebinquinche
Na tarde do nosso terceiro dia no Deserto do Atacama, fomos ao passeio da Laguna Cejar. Esse passeio chega a uma altitude de 2.400m. O grupo não estava completo. Lili e Gabriel preferiram descansar porque no dia seguinte partiríamos para a Bolívia. Diferente das outras lagoas que visitamos, essa realmente tem uma estrutura melhor de banheiros para troca de roupa e de chuveiros. Achei a água da lagoa menos fria, talvez porque o passeio foi no período da tarde e aí a água termina aquecendo um pouco com calor do sol. Mas, ao contrário do que se imagina, a flutuação não acontece nessa linda lagoa de águas azuis. Observamos a lagoa de um mirante com deck de madeira. O banho e flutuação acontecem na Laguna Piedra, a 800 metros de caminhada da Laguna Cejar.
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| Laguna Cejar |
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| Laguna Cejar |
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| Laguna Cejar |
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| Flutuação na Laguna Cejar |
A flutuação dura cerca de 20 minutos, pois passando desse tempo existe risco de danos ao organismo. Em seguida passamos aos chuveiros e vestiário e seguimos com nosso passeio.
A próxima parada acontece nos Ojos del Salar, que são dois pequenos lagos redondos, artificiaiss, abertos pelas mineradoras, no passado. Eles parecem dois olhos, no meio do salar do Atacama e por isso, tem esse nome. Não é permitido entrar nesses lagos. Eles ficam praticamente na entrada do acesso da Laguna Tebinquinche.
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| Vista aérea - Ojos del Salar |
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Ojos del Salar - olha como a gente fica pequenino na outra margem.
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Ojos del Salar
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| Ojos del Salar |
A Laguna Tebinquinche é bem diferente das outras lagoas que conhecemos. Lá não é permitido o banho. o interessante é que ela possui blocos de sal, que parecem neve! Ela fica como um espelho de água que reflete os vulcões do seu entorno. Ela é rica em microorganismos chamados de extremófitos e em algumas épocas do ano, os flamingos podem ser avistados por lá. Os extremófitos são microorganismos que vivem em condições extremas, consideradas adversas à outras formas de vida. Não conseguimos ver o famoso por do sol refletido nas águas, porque, pra variar, caiu a maior tempestade no final do dia e choveu até granizo! Mas a experiência foi muito válida.
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| Laguna Tebenquiche |
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| Trilha da Laguna Tebenquinche - não pode pisar na área fora das trilhas |
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| Laguna Tebenquinche |
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Laguna Tebenquinche - olha a tempestade chegando...
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| Laguna Tebenquinche - eu e os extremófitos. |
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| Laguna Tebenquinche |
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| Laguna Tebenquinche |
Na volta desse passeio fomos arrumar as malas, pois no dia seguinte seria nossa partida para a Bolívia. Mas deu pra parar pra ver a igreja de San Pedro e comer uma pizza na El Charruá (Rua Caracoles). Mais uma vez, o esperado tour astronômico foi cancelado... A gente já começou a achar que ele realmente não ia acontecer.
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| Iglesia San Pedro de Atacama - por dentro ela foi feita com a madeira dos cactos gigantes |
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| Pizzaria El Charruá |
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| Os aventureiros podem subir os vulcões... |
No nosso quarto dia em San Pedro de Atacama, a gente partiu para o deserto da Bolívia e até o Salar Uyuini. Tem um post específico dessa parte da viagem. Pra ir ver nossa aventura boliviana, basta clicar nesse link: Salar Uyuni!
Depois de quatro dias e três noites na Bolívia, estávamos de volta à San Pedro de Atacama. Como vocês viram lá no post do Salar Uyuni, nossa volta foi repleta de emoções.
Geyser El Tatio
Esse já era nosso nono dia na altitude. Eu e Dico nos consideramos bem adaptados à altitude, mas nossa amiga Rose continuava sofrendo. Hoje saímos bem cedinho, ainda estava escuro (5h da manhã). Parte do grupo já voltava para o Brasil e outra parte ainda tinha mais três dias pra aproveitar.
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| Campo Geotérmico El Tatio |
El Tatio é o terceiro maior campo geotérmico do mundo, sendo o segundo mais alto. Nesse dia estava muito frio, pois teve a tempestade de neve na véspera e tinha muito gelo nos lugares mais altos. A altitude é de 4.321m. Vá sempre bem agasalhado, mas vista-se em camadas, pois ao amanhecer começa a esquentar e vamos tirando as camadas. Nesse dia iniciamo com temperaturas negativas e meu pé ficou bem congelado, mas ao longo do dia tivemos temperaturas acima dos 30°C.
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
Os geysers são raros no mundo. O que acontece é que a água proveniente do degelo penetra por fendas no solo até bem perto da camada de magma do centro da terra. Esse aquecimento rápido da água aumenta a pressão e provoca a explosão de vapor. Normalmente o geyser fica ativo por cerca de uns 10 minutos e a água volta para o fundo da Terra. Essa água leva cerca de 8 minutos pra voltar em nova explosão de vapor. É preciso ter cuidado para não se aproximar muito dos geysers, para evitar queimaduras. Os jatos podem chegar a 10 metros de altura com temperaturas de 85°C. Quanto mais frio estiver o dia, maior a força do jato. E isso explica porque precisamos chegar tão cedo.
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio - antiga estação de captação de energia geotérmica |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
Com o amanhecer, as cores do lugar vão mudando. Nosso guia nos levou a um local um pouco mais elevado e pediu pra a gente sentar (e o incrível é que, apesar do frio, a pedra do chão era quente). E já estava de manhã e a gente não estava entendendo porque ele falava tanto que o sol chegaria em 10 minutos...
De repente, a surpresa: o sol surge por trás das montanhas, em um espetáculo maravilhoso da natureza, que nos deixou sem palavras.
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
Depois desse espetáculo, voltamos para a van e fomos para um recanto nas montanhas, para tomar o nosso café da manhã com um cenário lindo.
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
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| Campo geotérmico El Tatio |
Antigamente existia um banho termal que era possível fazer durante essse passeio, mas essa parte do passeio foi desativada. E por que isso aconteceu? As águas dessa piscina térmica natural tinham alto teor de arsênico e outras substâncias tóxicas, trazendo risco à saúde dos visitantes. Esse banho foi desativado desde a pandemia.
Voltando de El Tatio, tivemos uma rápida parada no Vado Putana, que é um bofedal. Mas o que é um bofedal? É um ecossistema típico dos Andes. São áreas que permanecem úmidas durante todo o ano, com vegetação verde, apesar do clima desértico.
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| Vado Putana - lá no fim (coberto de neve) é o vulcão ativo. |
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| Vado Putana |
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Vado Putana
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| Vado Putana - olha a cratera do vulcão com a fumacinha (que indica atividade vulcânica) |
Ainda paramos no povoado de Machuca. Um pequeno vilarejo com menos de 50 pessoas. Lá é possível comer espetinho de llama, pois eles são basicamente pastores criadores de llamas. Você provaria?
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| Povoado de Machuca - a vida que insite em existir no meio do nada |
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| Povoado de Machuca |
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Povoado de Machuca
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| Povoado de Machuca |
Chegamos de volta à San Pedro de Atacama por volta do meio dia. Dessa vez tivemos tempo de almoçar tranquilamente, pois o próximo passeio só seria às 15h30. Então fomos a El Charrúa. Comida maravilhosa - tanto a pizza artesanal como a massa caseira - e com preço justo. Gostamos muito do sabor e do atendimento do lugar. E Dico aproveitou para matar a saudade da Inca Kola (a gente tinha provado em 2015 no Peru).
O Caminho de volta
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| Inca Kola |
Vallecito e Magic Bus
Saímos às 16h do ponto de encontro na Rua Caracoles. O guia de hoje foi o Alexis, um cara também muito dedicado e disposto, que nos ensinou muito sobre o Atacama.
Esse passeio acontece na Cordilheira de la Sal. Para chegar lá, seguimos pelo llano de la paciencia, uma planície localizada entre as Cordilheiras de la Sal e a de Domeyko. A altitude máxima desse passeio é 2.400m. O Vallecito fica em outra parte do Valle de La Luna. Nossa primeira parada foi no mirante Likan-Antay. Ali começamos a observar a paisagem que parece ser de outro planeta. Sim, estávamos noss sentindo em Marte!
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| Mirante Likan-Antay |
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| Vista do Mirante Likan-Antay |
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| Vista do Mirante Likan-Antay |
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| Vista do Mirante Likan-Antay |
Depois paramos para ver uma formação rochosa que eles chamam de Taça do Mundo, mas se olhar bem, parece mesmo é com a Preguiça Sid, da Era do Gelo... Nesse lugar a paisagem já era diferente. Tinha sal em todo lugar! E um desavisado, que olha de longe, acha que é neve. Estava ventando muito, mas um calor forte.
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| Na Taça do Mundo |
Depois paramos rapidamente no Vale da la Muerte. Um local que parece tanto com o Planeta Marte, que as sondas que vão para o espaço são testadas lá. É árido, vermelho e inóspito. Mas uma paisagem interessante. Nos sentimos um pouco no cenário de Perdido em Marte, com Matt Damon.
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| Ali, em Marte! (Vale de la Muerte) |
Em Marte - Vale de la Muerte
Depois seguimos para o Magic Bus. Mas tinha uma fila enorme. Soubemos que todos os passeios previstos para o Vale de la Luna tinham sido transferidos para o Vallecito e Magic Bus, pois uma turista infartou e morreu no Vale de La Luna enquanto estávamos na Bolívia. E por questões de segurança e investigações o Valle de la Luna estava fechado. Como a fila estava grande, fomos primeiro passear no Vallecito e ouvir o barulho da acomodação dos cristais de sal. Nessa parte tem uma subida que dá uma bela vista do Vallecito, mas como tenho medo de altura e estava ventando muito, achei desconfortável, mas fui.
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| Vallecito |
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| Vallecito |
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| Vallecito - um cristal de sal |
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| Vallecito - Lua de Sal |
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| Vallecito |
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| Vallecito |
E finalmente conseguimos nosso momento no Magic Bus. Mass o que danado é esse magic bus tão famoso do Atacama? Existem muitas histórias diferentes sobre esse ônibus, mas a verdade é que ele foi abandonado por uma empresa mineradora que faliu. Ele era o ônibus que fazia o transporte diário dos mineradores. Um dia, nos anos 70, ele quebrou e foi abandonado lá. Um dia, um fotógrafo fez umas fotos legais desse ônibus e ele foi comparado ao Magic Bus do Alaska. Assim ganhou fama, foi sendo grafitado e muitas lendas contam que esse ônibus já foi cenário de muitas festas clandestinas no deserto.
Atualmente o ônibus está bem enferrujado e o guia orientou que a gente não subisse no teto do ônibus, pra evitar acidentes. Mas mesmo assim, conseguimos fotos bem legais no Magic Bus.
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| Magic Bus - Vallecito (Atacama) |
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| Magic Bus - Vallecito (Atacama) |
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| Magic Bus - Vallecito (Atacama) |
Depois do Magic Bus tivemos mais uma parada rápida em um outro mirante, mas precisava subir num lugar meio íngreme e com muito vento, mas, mesmo com muito medo, eu fui pra ver, e a paisagem realmente valeu a pena.
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| Vallecito (em Marte) |
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| Vallecito |
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| Vallecito |
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| Vallecito |
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| Vallecito |
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| Vallecito |
O plano era terminar o dia com um belo por do sol no Vallecito. Mas, parece que a gente tinha o poder de fazer chover no deserto. Mais uma vez caiu uma tempestade de raios. O nosso guia parou em uma paisagem diferente de todas as que tínhamos visto, embaixo de um pé de algaroba gigante. A paisagem parecia uma savana! Fizemos nosso piquenique vespertino lá e fomos agraciados com um arco-íris completo e que depois ficou duplo.
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| Lanchinho da tarde no Vallecito |
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| Olha a Algaroba gigante! A paisagem aqui muda muito, saímos de Marte para a Savana Africana, |
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| Arco Íris no Vallecito |
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| Vallecito, com direito a arco-íris |
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| Arco íris duplo! |
De repente a Savana Africana (esperando Simba aparecer)
Ah! Ali encontramos a Mari, da @essemundoemeu. Fizemos vários passeios com ela. Mari ficou 2 meses no Atacama e no dia seguinte partiria para uma aventura na Bolívia.
Por causa das tempestades o céu estava encoberto, e mais uma vez nosso tour astronômico foi cancelado! Mas dessa vez eu até gostei, pois a gente estava muito cansado.
Não lembro o nome dessa lugar que a gente jantou. A gente queria experimentar outro restaurante e resolveu comer aqui. Pertinho do Adobe, a sopa tava bem boa. Mas essa carne estava horrível. Eu incluisve reclamei na hora e eles nem cobraram o prato. A carne estva muito dura e o não tinha tempero nenhum.
Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas
No nosso 10º dia no Atacama, fomos para uma dos passeio mais bonitos daqui. Esse é um dos passeios mais longos, pois percorremos cerca de 400 km em um dia. A altitude desse passeio é de 4.300m.
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| Chegada na Laguna Chaxa |
Começamos o dia na Laguna Chaxa, que fica no coração da Reserva Nacional Los Flamencos. A lagoa é alimentada pelo lençol freático andino, é de água salgada, e é um berçário de flamingos. Tem flamingo de vários tipos diferentes e pudemos observar como é o ninho deles, o ovo, o que eles comem, etc. Não é permitido fazer barulho ao caminhar pelas trilhas, para não asssustar os flamingos. Existem uns 500 metros de trilha, que permitem diferentes aproximações da lagoa e dos pássaross. Tem umas pessoas fiscalizando. Mas elas são bem exageradas. Estávamos falando aos sussuros e messmo assim eles reclamavam - ninguém estava gritando ou fazendo arruaça. Achei isso muito chato, pois todos estavam respeitando o lugar.
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| aqui era onde a gente estava |
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Laguna Chaxa
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| O ovo do flamingo, o ninho e o aquário com o camarão minúsculo que serve como alimento. Inclusive, é a cor do camarão que determina a cor das penas dos flamingos. |
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| Laguna Chaxa |
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| Laguna Chaxa |
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| Laguna Chaxa |
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| Laguna Chaxa |
Em seguida seguimos para Piedras Rojas. O caminho até lá é bem bonito. Passamos por vários vulcões. Você sabia que o Chile tem cerca de 2.000 vulcões e deles, 87 estão ativos?
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| Caminho para Piedras Rojas |
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| Olha o vulcão soltando fumacinha lá no fundo... |
Caminho até Piedras Rojas
Todo mundo falou que aqui ventava muito e que precisava trazer um corta vento. Nesse dia não tinha vento nenhum. Talvez seja a época do ano... A paisagem é linda e as fotos ficam maravilhosas. As pedras vermelhas contrastam com o azul do céu e com a tonalidade clara das águas salgadas do lago. As pedras tem essa coloração devido a uma grande concentração de óxido de ferro nas rochas. Nesse ponto, estamos a apenas 58 km da fronteira com a Argentina. Os guardas do parque ficam atentos aos turistas que se atrevem a desrespeitar as regras. Só é permitido caminhar nas trilhas. Existem marcações nas pedras que não podem ser ultrapassadas para garantir a preservação do lugar. Caminha-se cerca de 2 Km entre o estacionamento e as pedras. Mas a trilha não é difícil.
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| Patrocina a gente, Decathlon Brasil |
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| Caminhada até chegar nas Piedras Rojas |
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| Piedras Rojas |
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| Olha a prova de que torcedor do Santa Cruz-PE se encontra facilmente em qualquer lugar do mundo. |
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| Piedras Rojas |
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| Piedras Rojas |
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| Piedras Rojas - olha o espelho d'água! |
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| Piedras Rojas |
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| Piedras Rojas - Rose nõa aguentou andar até onde a gente foi (ainda estava com falta de ar) |
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| Piedras Rojas |
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| Piedras Rojas |
Esse passeio não deve ser feito logo no início da estadia por causa da aclimatação à altitude.
Saindo das Piedras Rojas, seguimos para ver duas lagos altiplânicas: A Laguna Miscanti e a Miñiques. A Miscanti é enorme, com cerda de 15 km de diâmetro. A Miñiques é pequenina, com cerca de 1,5 Km de diâmetro, ficando proximo ao vulcão de mesmo nome, mas com 5.910 m de altitude. . Paramos no mirante para observar uma espécie de passaro típico do Chile, que faz seu ninho na água para proteção dos filhotes: a Tagua Cornuta.
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| Laguna Miscanti e as Taguas Cornutas |
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| Laguna Miscanti - fazendo presepada. |
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| Laguna Miscanti - esse é o nosso guia, o Alexis. |
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| Laguna Miscanti |
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| Laguna Miscanti |
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| Laguna Miñiques |
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| Paramos para ver as llamas no caminho |
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| Llamas |
Depois dessa parada, seguimos para o nosso almoço, no vilarejo de Socaire, onde tem um ponto de apoio com mesas e banheiro. Tivemos a oportunidade de ver de perto os cactus gigantes do deserto.
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| Socaire |
E por fim, a cereja do bolo: fomos até o trópico de Capricórnio! É claro que, por ser uma linha imaginária, a gente só vê a sinalização do lugar, mas a sensação de estar lá é bem louca. O sol incide diretamente sobre essa linha imaginária no solstício de verão (dezembro). Você sabia que todos os desertos do mundo estão localizados nos trópicos de Câncer ou de Capricórnio?
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| Trópico de Capricórnio |
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| Trópico de Capricórnio |
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| Trópico de Capricórnio |
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| Trópico de Capricórnio |
Super valeu o passeio! A gente amou!
Na volta, em San Pedro de Atacama, entramos na igrejinha da cidade (cuja madeira do teto é proveniente dos cactus gigantes do deserto) e vimos prefeitura.
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| San Pedro de Atacama - Igreja e Prefeitura |
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| Final da tarde em San Pedro de Atacama |
À noite, mais uma vez, o tour astronômico foi cancelado pelo mau tempo e começamos a considerar e aceitar a ideia de que ele não aconteceria. Então fomos passear um pouco pelas lojas de artesanato da cidade (e são muitas).
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| Essas são as plantas medicinais que vendem no mercado de artesanato |
Rota dos Salares
Quando a gente contratou esse passeio, ficou aquele medo de como seria ir a um salar depois de ter passado pelo Uyuni. Podia ser um passeio decepcionante, mas foi surpreendente. Não tem nada a ver com o Salar Uyuni e foi um dia bem agradável. O único detalhe ruim (e eles avisam) é que nesse dia não tem nenhuma parada com estrutura de banheiro. Inclusive, no descritivo do passeio, dizem pra levar papel higiênico e uma sacola para recolher os dejetos...
A rota dos salares nos proporciona as maiores chances de estar em contato com a fauna e flora do deserto. É um passeio de dia inteiro (cerca de 7h) que explora o altiplano chileno. A altitude do lugar chega a 4.860m.
Começamos o dia com um café da manhã delicioso olhando o vulcão Licancabur (68° com maior atividade vulcânica). Estava ventando muito e gelado (-1°C). O Licancabur é um dos vulcões mais conhecidos do Atacama e está na fronteira do Chile com a Bolívia. Dentre os vulcões que vimos, hoje soubemos que o Lascar é o que está em 7° nesse ranking de maior atividade vulcânica.
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| Passando frio ao lado do Licancabur |
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| Mass frio é algo bem relativo! |
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| Café com vista (Licancabur) |
Também ouvimos sobre a lenda que existe entre esse vulcões mais conhecidos. Os vulcões irmãos são o Licancabur e Juriques seriam filhos de Láscar. Licancabur se apaixonou pela montanha Quimal e o amor era correspondido. Mas, seu irmão, Juriques também era apaixonado por ela, iniciando uma disputa entre os dois. A briga não agradou Láscar, o pai deles, que para acabar com essa situação, lançou bolas de fogo gigantes em direção aos dois. O golpe formou a famosa cratera do Licancabur e arrancou o cume de Juriques, deixando seu topo reto. Também separou os dois de Quimal, fazendo crescer entre eles a Cordilheira Domeyko. O pai achou que assim o assunto estaria acabado. Mas, o amor sempre supera obstáculos e todos os anos, no solstício de verão, as sombras de Licancabur e Quimal se unem em uma só, simbolizando o amor eterno dos dois.
Licancabur
Depois de comer, fomos até Vegas de Quepiaco, no mirador Quebrada Quepiaco. É uma área úmida (considerada um oásis), ao leste do Atacama, formada pelo rio Quepiaco com vegetação rasteira verde onde normalmente se encontram flamingos e vicunhas. As águas do Quepiaco correm em direção ao salar de Pujsa. Aqui estávamos a 4.600m de altitude.
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| Quepiaco - essa plantinha é a rica-rica (um potente antiinflamatório natural) |
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| Quepiaco |
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| Quepiaco |
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| Quepiaco |
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| Quepiaco |
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| Quepiaco |
Seguimos pela rota dos salares e paramos rapidamente pra tirar um foto na tripla fronteira: Bolívia (à direita), Chile e Argentina (à esquerda).
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| Tripla fronteira - Argentina, Chile e Bolívia |
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| Tripla Fronteira - Argentina, Chile e Bolívia |
Tripla Fronteira
Salar do Atacama
Em seguida, paramos no Salar de Águas Calientes, atingindo a maior altitude do paseio; 4.860m. Esse é o salar que fica a lagoa de Piedras Rojas, visto de um outro angulo. Os espelhos d'água nas lagoas de sal são incríveis. Também vimos uma topeira.
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| Salar de Aguas Calientes |
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| Salar de Aguas Calientes |
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| Salar de Aguas Calientes |
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| Salar de Aguas Calientes |
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| Salar de Aguas Calientes (olha a toupeira) |
Depois feizemos mais uma parada pra usar o banheiro inca em uma área que pareceia ser um pouco mais reservada. E nesse ponto, vimos um grupo de vicunhas atravessando a área das lagoas.
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| Rota dos salares |
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| Rota dos salares |
Rota dos salares
Seguimos para La Pacana, no Salar de Tara, a 4.440m de altitude. A gente nem sabia, mas estava, na verdade, na caldeira do maior vulcão chileno, considerado um supervulcão (a cratera tem cerca de 2.000 km). Lá aconteceu a quinta maior explosão vulcânica de que se tem conhecimento no mundo, a cerca de 1 milhão de anos. Toda a área desértica que estávamos caminhando é composta de sedimento de material vulcânico. Ao caminhar nessa antiga caldeira vulcânica temos muitas estruturas de rochas vulcânicas moldadas pelo vento. Nosso guia (Jefferson) encontrou uma planta chamada chuchicandia que deve ser mascada para melhora o mal de altitude e também é utilizada para tratamento de sinusites.
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| La Pacama Salar de Tara (Chuchicandia e folha de coca - para ajudar no mal da altitude) |
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| La Pacama - Salar de Tara ( ele usa uma lente de aumento para a gente ver os cristais das rochas) |
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| La Pacama - Salar de Tara (e mais uma taça da copa do mundo) |
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| Rota dos Salares |
No retorno, paramos novamente no Mirante do Licancabur para almoçar. Agora a temperatura estava bem agradável e não ventava tanto.
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| Almoço com vista - Licancabur |
Nosso guia nos mostrou um fóssil de algo que parece uma concha marinha, que fala a favor de toda essa área desérica já ter sido um dia parte do oceano.
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| Fóssil de concha marinha encontrado no Deserto do Atacama |
Ah! Chegando de volta em San Pedro de Atacama, nosso guia nos contou que por ocasião da fundação da cidade, Pedro Valdívia (1540) deu esse nome por ter achado as paisagens tão incríveis que parecia que o lugar era a entrada do céu. E é por isso que no caminho do aeroporto de Calama para San Pedro tem uma estátua de São Pedro, segurando as chaves da porta do céu. Mas o tranfer passou rápido e eu não consegui fotografar.
A rota dos salares se mostrou um passeio incrível e mais uma vez, diferente de todos os outros. Nenhum dos passeios que fizemos se mostrou como mais do mesmo.
Na nossa noite de despedida de San Pedro de Atacama, jantamos novamente no Adobe, o melhor restaurante da cidade. E para nossa surpresa, recebemos a mensagem de confirmação do tour astronômico!
Despedida da melhor sorveteria do Atacama - a Babalu
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| Brinde de despedida dessa viagem maravilhosa! |
Tour Astronômico
Pra mim foi o único passeio decepcionante. Nâo sei se criei uma expectativa muito grande ou se eles forçaram a barra para o passeio acontecer, já que vinha sendo cancelado há 10 noites seguidas. Definitivamente fevereiro nao é o mês para fazer o tour astronômico. A maioria das operadoras suspende o tour em fevereiro e só volta a oferecer em março. A gente viu muitas fotos desse tour e ouviu relatos de conhecidos que fizeram e tudo foi bem diferente do que vimos acontecer.
Primeiramente achei o tour muito lotado. Eram umas 4 vans lotadas indo para o mesmo lugar. Muita gente falou que fez o tour no Valle de la Luna ou no Magic Bus, mas levaram a gente para o quintal de uma casa, bem pertinho de San Pedro. E não era escuro o suficiente. Tinha a iluminação das casas vizinhas (inclusive uma delas tinha ainda iluminação de natal). Sentamos em um semicirculo de 2 filas de cadeiras, enquanto uma única pessoa mostrava ao grupo (com ajuda de uma lanterna) as principais constelações. Depois tínhamos 3 telescópios disponíveis para todo o grupo. O rapaz era disponível, paciente e explicava bem, mass a superlotação não ajudou... Em seguida tinha uma mesa com algumas guloseimas e voltamos para a van para irmos para o local das tão esperadas fotos incríveis.
Ai veio a decepção parte 2. Um único fotógrafo para todo o grupo. Cada pessoa tinha direito a 4 fotos pelo pacote vendido e ele realmente fez todas as fotos pedidas, individuais em em grupo. E nos passou o site para que a gente pudesse acessar o link e baixar as fotos do drive de 3 a 5 dias após o passeio (@orionastronomia). As fotos que deveriam ser incríveis estavam muito escuras e quase não se via céu estrelado. As minhas fotos do iphone estavam muito melhores. Tive que editar todas as fotos feitas pelo fotógrafo para ter algo minimamente bom.
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| Foto da lua tirada com o celular pela teleobjetiva do telescópio |
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| Fotos do tour astronômico - ainda bem que vimos o céu lindo na Bolívia! |
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| Fotos tour astronômico |
Depois da sessão de fotos, voltamos para a van e achávamos que íamos de volta para o hotel, mas voltamos para o quintal onde fizemos a observação astronômica. Ai teve um espetáculo de dança feito por uma mocinha bem esforçada. E finalmente seguimos para o hotel, para arrumar as malas e partir no dia seguinte!
Tour astronômico
Eu amei esse viagem ao Atacama. Não me arrependo de ter feito os passeios que contratamos. Achei que Fuigostei foi uma agência séria e que estava em contato conosco o tempo todo. Conhecemos muita gente legal, do mundo inteiro, nos tours compartilhados e como a gente nem gosta de falar, conversamos com todos eles (holandeses, poloneses, japoneses, australianos, americanos) trocando experiências. Os guias foram muito profissionais. Comemos bem e nosso hotel foi bem confortável. Sempre estudem o lugar antes de ir, para evitar perrengues. O ponto de surpresa positiva foi a alimentação. Como se come bem nesse lugar!
Recebi muitas fotos do Atacama em outras épocas do ano, e como todo lugar, cada época tem um atrativo diferente. Inclusive recebi uma reportagem que dizia que fazia anos que não chovia como choveu esse ano no Atacama e sementes de flores que estavam há anos enterradas no deserto brotaram, criano um lindo tapete de flores arroxeadas no deserto. O Fenômeno raro do Deserto Florido aconteceu após a nossa passagem. E é tão raro, que a seleção chilena fez uma camisa comemorativa com as flores do deserto. Não duvido que, ao vivo, tenha sido lindo.
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Ressalva seja feita a um fator bem importante. Esse tipo de viagem não pode ser romantizada. A altitude é um fator complicador e diferente de Cuzco, no Peru, não vi nenhuma loja na cidade (nem nos hotéis) vendendo oxigênio em tubos. As agências dizem que organizam os passeio de acordo com o clima e pensando na aclimatação, mas não vi em nenhum lugar equipamento de suporte à vida ou mesmo tubos de oxigênio, caso houvesse necessidade de alguma intervenção. A aclimatação é necessária e o preparo físico antes da viagem é imprescindível. Deem uma olhada no post que fiz sobre o mal da altitude e como evitá-lo ou suavizá-lo.
Pra finalizar o post vou colocar os custos dessa viagem por pessoa, ok?
Passagem ida e volta LATAM Recife - São Paulo - Santiago - Calama: R$5.100,00
Hospedagem Hotel Jireh nos 2 períodos que ficamos no Atacama: R$6.000,00 por casal com café da manhã. (total de 8 diárias).
Transfer Ida e Volta Calama- San Pedro-Calama: $ 26.000 pesos chilenos por pessoa, em carro compartilhado (permitindo 1 volume de até 23Kg por pessoa + 01 mochila).
Seguro Viagem Assist Card: R$250,00 por pessoa.
A parte do Atacama, optamos pela experiência clássica da Fui Gostei, com tour compartilhado.
Vale de la Luna - 50.000 pesos chilenos (inclui coquetel)
Lagunas Escondidas - 50.000 pesos chilenos
Termas de Puritama - 75.000 pesos chiçenos
Vale do Arco Íris - 50.000 pesos chilenos + 10.000 pesos chilenos de entrada (inclui café da manhã|)
Laguna Cejar - 50.000 pesos chilenos + 23.000 pesos chilenos da entrada (inclui coquetel)
Geyser El Tatio - 55.000 pesos chilenos + 15.000 pesos chilenos de entrada (inclui café da manhã)
Vallecito e Magic Bus - 40.000 pesos chilenos (inclui coquetel)
Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas - 80.000 pesos chilenos + 28.750,00 de entradas (inclui café da manhã e almoço)
Rota dos Salares - 70.000 pesos chilenos (inclui café da manhã e almoço)
Tour Astronômico - 40.000 pesos chilenos
A parte do Atacama pode ser paga em até 10x no cartão de crédito, mas precisa de uma entrada no valor de 30% do valor total e restante pode ser pago próximo à viagem diretamente na Fui Gostei por pix ou no local em pesos chilenos. Todos os valores referentes à entradas dos parques do Atacama precisam ser pagos em Pesos Chilenos no ponto de apoio da Fui Gostei, no Atacama.
Bolívia - escolhemos o pacote VIP de 4 dias e 3 noites, com carro 4x4 privativo de até 6 pessoas + guia e hotéis de categoria superior com aquecimento e todas as refeições - valor por pessoa; R$4.546,83 (sendo R$705,00 pagos no momento da reserva e o restante pago em dólares no Atacama - cerca de U$710,00. Era possível pagar parcelado em até 10x com IOF).
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| Voltamos felizes de ter passado por essa experiência. |
Vista da Cordilheira dos Andes pela janela do avião
Sempre estou à disposição para tirar qualquer dúvida sobre o roteiro. Podem me contactar pelo direct do instagram
@viajandocomadoutora
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